Geral – 04/04/2012 – 09:04
Policial foi baleado depois de uma troca de tiros entre militares e traficantes na favela
O major Edson dos Santos, que comanda as equipes da Polícia Militar na favela da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, disse na manhã desta quarta-feira (4) que um suspeito de matar um policial militar do Batalhão de Choque na comunidade durante a madrugada já foi identificado. O homem já teria passagem pela polícia por tráfico.
- O marginal deixou cair uma pochete. Nessa pochete tinha munições 9 mm. Deixou a identidade. Tem passagem no artigo 16 da lei anti-drogas.
O PM foi baleado depois de uma troca de tiros entre militares e traficantes na comunidade. O cabo Rodrigo Alves Cavalcante, de 32 anos, participava de um patrulhamento de rotina na localidade conhecida como Nove Nove, quando se deparou com um grupo formado por pelo menos quatro homens armados.
Houve troca de tiros e o PM foi atingida na axila. De acordo com a polícia, ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O cabo foi atingido por um tiro de pistola.
Apesar do crime da madrugada, o clima era de aparente tranquilidade durante manhã. Comércio, escolas e transportes funcionavam normalmente.
Essa foi a nona morte na Rocinha desde meados de fevereiro. A favela, que foi ocupada pela polícia em novembro do ano passado para a instalação futura de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), vive uma onde de violência há cerca de dois. O motivo, de acordo com investigações preliminares, seria reação de traficantes à presença da polícia, assim como disputa entre criminosos rivais pelo controle do tráfico de drogas. Pelo menos 350 policiais fazem o policiamento ostensivo na comunidade.
No fim de semana, uma revista semanal publicou uma reportagem sobre um esquema de pagamento de propina de traficantes a PMs que fazem o policiamento na Rocinha. Segundo a denúncia, PMs receberiam R$ 80 mil por mês para não reprimir a venda de drogas. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que o relatório de inteligência da Polícia Civil é apenas uma hipótese e que a informação precisa ser investigada. Ele pediu abertura de investigação para apurar o vazamento da informação.
Força-tarefa na Rocinha
Para combater a violência na Rocinha, a Polícia Civil montou uma espécie de força-tarefa para combater a violência na comunidade. Por determinação da delegada Martha Rocha, pelo menos quatro unidades vão trabalhar em conjunto para esclarecer os crimes que têm deixado um clima de medo entre os moradores.
Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios, vão trocar informações a própria DH, a Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), a Delegacia da Gávea (15ª DP) e a Cinpol (Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil).
Assassinos de Feijão
A Divisão de Homicídios também já identificou dois homens suspeitos de envolvimento na morte do líder comunitário da Rocinha Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, assassinado com três tiros, no dia 26 de março na comunidade.
Um dos suspeitos foi identificado como Thiago Martins Cafieiro, o FM e o outro é conhecido como Vasquinho. Eles tiveram a prisão temporária pedida à Justiça, que já expediu mandado de prisão para Thiago. Vasquinho teria feito os disparos e FM teria pilotado a moto usada no crime.
Fonte: R7


