13.5 C
Três Lagoas
quarta-feira, 8 de julho, 2026

Presa há 31 dias, Andreia Olarte está à beira de um colapso

16/09/2016 – Atualizado em 16/09/2016

Presa há 31 dias, Andreia Olarte está à beira de um colapso

Por: Correio do Estado

Ex-primeira dama de Campo Grande, Andreia Olarte estaria a beira de um colapso, segundo fontes das forças de segurança do Estado. A prisão dela e do marido, o ex-prefeito Gilmar Olarte (sem partido), completou um mês ontem e, desde então, Andreia precisou ser socorrida as pressas por duas vezes por médicos de fora do presídio, além de ter pedido transferência da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), por não suportar o cheiro da droga apreendida e armazenada próximo da cela onde ficava.

Por ora, a única perspectiva de liberdade do casal é o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa no Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento dos juristas é de que não será missão fácil obter decisão favorável no Supremo. Isso com base na decisão do ministro Antonio Saldanha Palheiro, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que indeferiu HC no início do mês. Palheiro foi enfático ao escrever que o Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) obteve provas robustas para pedir a prisão de Gilmar e Andreia.

A defesa prevê que o julgamento do pedido de HC pelo STF deve sair na metade da próxima semana. Enquanto isso, Andreia continua no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi. Fontes próximas a ex-primeira dama relatam que a sanidade dela piorou desde que foi transferida para lá. Enquanto figura pública, estaria sendo hostilizada pelas demais presas.

Antes, na sala da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), para onde foi transferida depois de sofrer mal estar por causa do cheiro de maconha na Denar, o problema era a solidão. Por não ter a estrutura de um presídio e abrigar presos temporários, Andreia não podia receber visitas e ficava isolada do convívio com outras pessoas. Somente o advogado era autorizado a falar com ela, e informações do Garras dão conta de que, por isso, pedia constantemente que ele fizesse companhia a ela. A filha levava o almoço e mudas de roupa diariamente, além de produtos de higiene pessoal e beleza, mas só podia entrar em contato com a mãe quando um dos investigadores estivesse disponível para supervisionar o encontro.

Já Gilmar, no Presídio Militar, estaria lidando com a privação de liberdade melhor do que da outra ocasião em que foi preso, em outubro do ano passado. Ele não recebe visitas, o que seria acerto para evitar exposição na mídia. Mas está em um alojamento tido como confortável junto com outros três militares. Passa o dia tocando violão ou lendo a bíblia. A única coisa que o incomoda seria o fato de a esposa estar presa e com a saúde frágil.

Teria sido por pressão de Andreia que o agora ex-prefeito renunciou ao cargo no Executivo municipal, na semana passada. Assim, os processos voltam para o primeiro grau na Justiça estadual, o que permite mais uma instância para recursos, que aceitos, podem garantir a saída da prisão. O casal é investigado pelo Gaeco no âmbito da Operação Pecúnia, por suspeita de utilizarem dinheiro desviado de recursos públicos para a compra de imóveis.

Andréia Olarte estaria sendo hostilizada por outras presas - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

VÍDEO: Venda de pães e roscas fortalece ações sociais da Igreja São Geraldo em Três Lagoas

A solidariedade ganha um sabor especial todas as quartas-feiras na Capela São Geraldo, em Três Lagoas. Das 10h às 17h, a comunidade promove a...

VÍDEO: Dr. Cassiano Maia acompanha segundo dia do Mutirão da Saúde em Três Lagoas

O Mutirão da Saúde de Três Lagoas segue em seu segundo dia de atendimentos, reforçando o compromisso da Prefeitura em ampliar o acesso da...

Racismo, calúnia, difamação e falsa acusação podem levar à responsabilização criminal e civil, alertam especialistas

O RACISMO continua sendo um dos crimes mais graves previstos na legislação brasileira e pode resultar em pena de prisão, além de outras sanções...