09/08/2016 – Atualizado em 09/08/2016
Adolescente acusado de assassinar Maísa será julgado nesta terça-feira (9)
Crime aconteceu em Dezembro de 2014
Por: Ana Carolina Kozara com fotos de Rádio Caçula
A morte precoce da adolescente Maísa Martins Antonacio, de 13 anos, assassinada no dia 5 de dezembro de 2014 durante uma tentativa de roubo em frente a casa onde vivia no bairro Guanabara, comoveu toda Três Lagoas e nesta terça-feira (9) esta prestes a ter o seu enredo finalizado, com o julgamento do adolescente acusado de tirar a vida de Maísa.
O CASO
O crime aconteceu em uma noite de sexta-feira (5/12/2014) quando a adolescente, acompanhada de seu padrasto, estava sentada em frente à casa onde vivia, quando duas pessoas se aproximaram de bicicleta e anunciaram o assalto, tentando roubar do homem de 58 anos uma pulseira de ouro.
Maísa teria se assustado com a ação dos assaltantes e gritou por socorro, momento este que um dos bandidos se aproximou da adolescente e efetuou um disparo contra seu pescoço.
Equipes de resgate do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestaram os primeiros atendimentos à adolescente e a encaminharam ao Hospital Auxiliadora, onde Maísa faleceu na mesma noite.
INVESTIGAÇÃO
O caso ficou sob a responsabilidade dos policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) que identificaram os envolvidos como sendo José Leandro Carvalho de Jesus, de 18 anos, que havia sido liberado do Presídio de Segurança média Local cerca de 30 dias antes do assassinato de Maísa, e um adolescente de 16 anos que conforme foi apurado, seria amigo da família da vitima desde criança.
A linha investigativa dos policiais apontou que o responsável pelo disparo contra Maísa foi o adolescente, na época com 16 anos, e que ele teria cometido o assassinado da menina porque a jovem o teria reconhecido e chamado o bandido pelo nome.
APREENSÃO DO ADOLESCENTE
O adolescente apontado como responsável pela morte de Maísa foi apreendido em Campo Grande, pelos investigadores da Polícia Civil do 5º DP de Piratininga, dois dias após o crime e de acordo com o delegado responsável pela ação policial, Jairo Mendes, denuncias anônima passaram a informação de que uma pessoa responsável pelo assassinato de uma menina em Três Lagoas estaria escondida na capital.
O menor foi localizado na casa de um amigo, no bairro Nova Lima, e teria chegado à capital acompanhado de seu padrasto e que não declarou ao homem qual foi o real motivo de sua viagem.
A VERSÃO DO ADOLESCENTE
Em depoimento à polícia, o menor declarou que na noite do crime, acompanhado de um amigo resolveu realizar o assalto para pagar uma divida com traficantes e que a dupla em comum acordo decidiu roubar uma pulseira de ouro que pertencia à avó de Maísa e que a morte da menina não havia sido planejada.
O adolescente declarou que disparou a arma acidentalmente após se assustar com o grito da menina e após o crime saiu correndo do local sem levar a pulseira e durante a fuga se desfez da arma do crime a atirando na represa do Jupiá.
“Estudei com a Maísa” ainda segundo ele o tiro foi acidental, pois não queria matar ninguém apenas roubar os pertences de valor.
PRISÃO DE JOSÉ
Considerado foragido da justiça, José Leandro Carvalho de Jesus , acompanhado de seu advogado, se entregou aos policiais do SIG sete dias após a morte de Maísa e em seu depoimento relatou que foi convidado pelo menos para realizar o assalto e que o dinheiro que conseguissem no crime seria utilizado para pagar uma divida que tinham com o tráfico, já que a dupla estava sendo ameaçada por traficantes.
José disse que não sabia que o adolescente estava armado e que o menor efetuou o disparo porque foi reconhecido por Maísa.
De acordo com os investigadores existiam contradições no depoimento de José, já que a arma utilizada era de sua propriedade e o crime havia sido planejado com antecedência, pois a dupla tinha como alvo a pulseira de ouro da família.
A MORTE DE JOSÉ
José estava preso no Presídio de Segurança Média (PSM) e foi assassinado durante banho de sol no dia 30 de maio de 2015.
De acordo com informações divulgadas na ocasião, os presos estavam no pátio do pavilhão 1, quando um grande tumulto começou e em dado momento os agentes penitenciários identificaram quatro detentos que clamavam por socorro enquanto carregavam o corpo de um preso que havia sido morto.
O JULGAMENTO
O julgamento do adolescente infrator esta agendado para as 13h30m desta terça-feira (9) e durante o ato serão ouvidas testemunhas e policiais envolvidos no caso.
O adolescente está na cidade de Paranaíba e de acordo com seus advogados o menor não pode deixar o município, pois esta sendo ameaçado de morte e diante da alegação da defesa, uma carta precatória será enviada para que o menor seja ouvido naquela cidade.







