20/06/2016 – Atualizado em 20/06/2016
Prefeitura liberou condomínio fechado sem exigências de galerias pluviais e coleta de esgoto. Para contornar, autorizou construção de reservatório a céu aberto
Por: Marcio Ribeiro
Moradores do bairro Ypê 4, estão reclamando da terra acumulada na frente de suas casas por conta de obras de galerias de águas pluviais e construção de piscinão construídos pelo empreendedor de outro condomínio vizinho, que é fechado.
A maioria dos moradores do ypê 4, é composta por pessoas que trabalham em uma determinada empresa de celulose e já adquiriram a casa por meio de contrato de compra e venda.
Obras já duram três semanas e o acúmulo de terra continua na Rua Batista Bruschi, parcialmente interditada e forçando os moradores do Ypê 4 a realizar desvios.
Prefeitura chegou a multar os empreendedores do residencial particular por duas vezes. Inclusive representantes da área de saúde foram até os responsáveis alertar para o risco de Dengue e Leishmaniose devido ao acúmulo d’água no buraco que existia no interior do condomínio fechado.
A nossa equipe de reportagem chegou a Rua Batista Bruschi, ocasião em que confirmou o transtorno. No local encontramos o Sr. Pedro Marim Elinardi, presidente de associação de moradores do residencial particular, dando esclarecimentos à Sra. Renata, moradora do bairro afetado.
Segundo o Sr. Pedro, a administração pública analisou o projeto de ambos os residenciais e deveria ter feito exigências quanto à adequada infraestrutura. “A meu ver a prefeitura não poderia aprovar os empreendimentos sem a colocação de galerias e sem coleta de esgoto. Quem aprovou foi a prefeitura, então entendo que a responsabilidade é dela também, porque ela aprovou e recebe os impostos pra cuidar. Ela que tem que ser a primeira responsável”, afirmou.
Mesmo com a falha na aprovação inicial do projeto, o Sr. Pedro esclareceu que o empreendedor não deixará os moradores do Ypê 4 nessa situação desagradável. “Então, o empreendedor (do condomínio particular) está construindo a valeta, removendo a terra, como vocês estão vendo, com essa máquina contratada por nós que realiza o serviço aqui, mas esse problema é passageiro, toda obra gera esse impacto mesmo, mas logo tudo será sanado”, garantiu, ressaltando a presença de maquinário que fazia a remoção de parte da terra acumulada.
Quanto ao piscinão que está sendo construído para receber toda a água do condomínio residencial fechado, o representante também opinou. “O piscinão está na área de responsabilidade do empreendedor e vamos resolver o problema de escoamento nos dois condomínios vizinhos. Os custos ficarão por conta do empreendedor e não serão repassados aos moradores.
Essa obra vai resolver a questão de criadouro dos mosquitos da Dengue e Leishmaniose, porque a água vai escoar pelas canaletas e não a céu aberto, como era até então”, avaliou.
A Sra. Renata, mediante as palavras do representante, ponderou: “A primeira reclamação era por conta da água escorrendo na rua, vinda do condomínio fechado e também de outras casas do bairro. Isso gerava preocupação quanto aos mosquitos da Dengue e da Leishmaniose. O amontoado de terra impede de entrar na minha residência com o carro. Até agora estão transferindo o problema de um para o outro, mas com a presença dessa máquina tapando o buraco fico mais aliviada, mas isso só foi possível porque acionei a Rádio Caçula”, disse.
A Sra. Renata apontou para a criação de um problema futuro com a construção do piscinão bem abaixo de sua casa, o que afetará a segurança dos moradores. “Eles estão tirando a água do meio da rua que será jogada nesse reservatório lá em baixo. Agora, quem garante que esse piscinão também não vai servir de criadouro para os mosquitos da Dengue e da Leishmaniose?”, previu.
Outro morador, o Sr. Marcos Aureliano, também se manifestou. “O responsável se esqueceu de mencionar que a água da chuva vai para um piscinão a céu aberto na parte de baixo do condomínio fechado; essa é a nossa maior reclamação. Imagine um piscinão aberto medindo 30 por 30? Será foco de doença com certeza”, lamentou. Ele foi além. “Imagine se este piscinão vier a ser construído, o transtorno com doenças, mau cheiro e risco para nossas crianças, que brincam tranquilamente hoje em nosso bairro?”, protestou.
Os moradores esperam que a prefeitura encaminhe técnicos e engenheiros para avaliarem a situação no local e que fiscalizem as obras executadas até agora e também tranquilizem as famílias acerca da construção do piscinão.

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