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quarta-feira, 11 de fevereiro, 2026

Medo da gripe leva moradores de MS ao Paraguai em busca de vacina

01/06/2016 – Atualizado em 01/06/2016

Rede particular do país vizinho vende vacina por R$ 87,00

Por: Mídia Max

O medo do vírus H1N1 tem levado sul-mato-grossenses até o Paraguai em busca da vacina que promete prevenir a doença. Essa variação da gripe já matou 24 pessoas em todo Mato Grosso do Sul ao longo deste ano. E nesta terça-feira (31) foi divulgado o primeiro caso de morte cuja causa pode ter sido a Influenza A em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande.

Diante da falta de doses da vacina nas redes públicas de diversos municípios do Estado, moradores da Grande Dourados e do Cone Sul aproveitam a proximidade com a fronteira para buscar a imunização no Paraguai. Em grupos de redes sociais, surgiu a curiosidade sobre a Agrippal S1, comercializada em farmácias e clínicas particulares de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 313 da Capital.

Diante da indicação de quem diz ter sido imunizado no país vizinho, os comentários em busca de informações surgem aos montes, especialmente de moradores de Ponta Porã, Amambai e Dourados.

A farmácia indicada nas postagens divulgou no domingo (29) dispor de um lote do medicamento fabricado por um laboratório da Itália. O preço informado é de R$ 87,00, valor abaixo dos R$ 140,00 praticados na rede privada de Mato Grosso do Sul. Há até quem questione ao estabelecimento se é necessário fazer reserva para imunização, já que pretende viajar até Pedro Juan Caballero.

Ao Jornal Midiamax, o douradense Luciano Menegucci, estudante de Medicina no Paraguai, garantiu que a Agrippal S1 tem eficácia garantida na prevenção da gripe. Segundo ele, o medicamento foi utilizado nas campanhas de saúde pública do país vizinho e atualmente só pode ser encontrado em estabelecimentos comerciais privados.

“A vacina vai fazer seu corpo ter defesa contra o vírus. Com ela você pode até pegar a gripe, mas por contato prévio que seu corpo já teve você poderá ter sintomas leves ou nem tê-los. Mas isso é cada pessoa também. Depende do estado do sistema imunológico da pessoa, saúde geral e etc.”, resumiu. Ele ressalta, contudo, que por trata-se de um vírus que sofre mutação, é necessário buscar a imunização todos os anos.

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