10/05/2016 – Atualizado em 10/05/2016
Delegado que conduz investigação pediu prisão temporária na sexta-feira (6). Luana dos Reis, de 34 anos, morreu após agressão em abordagem policial.
Por: G1
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que os policiais militares envolvidos no suposto espancamento à Luana Barbosa dos Reis, de 34 anos, durante uma abordagem em Ribeirão Preto (SP), foram afastados das funções até o fim das investigações do caso.
O pedido de afastamento havia sido protocolado pelo coordenador da Comissão do Negro e Assuntos Antidiscriminatórios da OAB, Eduardo Silveira Martins, na última quarta-feira (4), sob alegação de que os PMs poderiam influenciar no inquérito policial.
Em nota enviada nesta segunda-feira (9), a assessoria da Polícia Militar confirmou o afastamento dos policiais do patrulhamento ostensivo, informando que passarão a atuar em atividades administrativas dentro do quartel.
Luana morreu em 13 de abril, após cinco dias internada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que a causa da morte foi isquemia cerebral e traumatismo crânio-encefálico, em decorrência de espancamento.
A família alega que Luana foi agredida porque negou ser revistada por policiais do sexo masculino, durante uma abordagem perto da casa onde morava, na zona norte da cidade. A irmã, a professora Roseli Barbosa dos Reis, acusa os policiais de racismo e homofobia, uma vez que Luana era negra e lésbica.
Afastamento
Martins disse que foi informado neste sábado (7) pelo comando do 51º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI) que os policiais envolvidos na abordagem a Luana foram afastados até a conclusão do Inquérito Policial Militar, cujo relatório deve ser entregue em 30 dias.
O coordenador da Comissão na OAB afirmou que continuará acompanhando o caso, para garantir a imparcialidade das investigações.
A morte de Luana também é acompanhada pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo.
O conselheiro Luiz Carlos dos Santos esteve em Ribeirão para supervisionar a apuração da PM e da Polícia Civil. Para ele, há indícios de crime de tortura.



