03/03/2016 – Atualizado em 03/03/2016
Até o ‘mensalão’ foi citada em suposta delação
Por: Midiamax
Pouco a capa da revista IstoÉ desta semana. Nela, o periódico informa que o senador Delcídio do Amaral (PT) fez delação premiada sobre os desvios de recursos na Petrobras, implicando diretamente o ex-presidente Lula (PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT). A assessoria do sul-mato-grossense afirmou que uma nota negando a revista será divulgada nas próximas horas.
De acordo com a revista, que teria tido acesso ao depoimento que Delcídio deu à Polícia Federal, durante o tempo em que esteve preso em Brasília, Dilma interferiu nas investigações da Lava Jato, indicando ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que poderiam absolver políticos e empresários envolvidos no escândalo do ‘Petrolão’.
O ex-presidente Lula, teria contado o senador, foi o mandante dos pagamentos de ‘mesada’ à família do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, para que ele não fizesse sua delação premiada. Os valores prometidos por Delcídio, a mando do presidente de honra do PT, seriam de R$ 50 mil mensais, valor que seria conseguido pelo banqueiro André Esteves.
Segundo a reportagem do periódico, Dilma, que sabia de toda a negociação da compra da refinaria de Pasadena, atuou, juntamente com agora ex-ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, para que réus na operação Lava Jato fossem soltos.
A delação de Delcídio seria ainda apenas um documento preliminar de colaboração, no qual o petista apenas citou nomes e casos em que pretenderia ‘entregar’ esquemas após a homologação da delação pela Justiça. O depoimento, diz a revista, teria 400 já 400 páginas.
Além de implicar os principais nomes do PT diretamente no esquema de desvio da Petrobras, a delação de Delcídio ainda envolveria casos de corrupção já julgados pelo Supremo, como o ‘mensalão’.
Segunda a revista, Delcídio contou aos agentes federais que Lula teria comprado o silêncio do publicitário apontado como operador do ‘mensalão’, Marco Valério.
Outro ponto levantado na reportagem diz respeito a pagamentos de dívidas de campanha de Dilma nas eleições de 2014. A OAS, uma das empresas investigadas na Lava Jato, pagou ilegalmente gastos da petista no pleito em que ela venceu o senador tucano Aécio Neves.



