20/02/2015 – Atualizado em 20/02/2015
Por: Campo Grande News
Grupo de amigos “detentos” planejou a execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, 44 anos, no final da madrugada do dia 11 de fevereiro. O mandante, Marcelo da Silva Gonçalves, o Buguinho, 33 anos, possuía rixa pessoal com um dos agentes e também estava insatisfeito com o tratamento que recebia no presídio, por isso decidiu matar um deles, em represália. Seis pessoas foram presas.
Durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (20), os delegados Edilson dos Santos Silva e Fabio Peró, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), e Weber Luciano de Medeiros, da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), responsáveis pelas investigações, deram detalhes sobre como o bando agiu para elaborar o crime contanto com a ajuda, inclusive, de um detento da Penitenciária de Segurança Máxima da Capital.
Não há ligações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), disse Edilson, retratando a declaração dada pelo governador Reinaldo Azambuja no último dia 13, durante reunião com servidores da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). “Quando ele (o governador) disse isso, as investigações ainda estava começando e tínhamos várias hipóteses que, com o tempo, foram descartadas, inclusive essa do PCC”, explicou.
Homicídio – O crime aconteceu por volta das 5h40 da madrugada do dia 11. De acordo com os registros das câmeras de segurança, a ação dura 12 segundos. O autor chega de moto ao Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado, na Vila Sobrinho, e atira cinco vezes contra Mendonça que, junto com um colega, registrava a saída dos reeducandos na portaria. Quatro disparos acertaram o alvo que não resistiu e morreu no local enquanto era socorrido pelo Corpo de Bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).





