15/01/2015 – Atualizado em 15/01/2015
Por: Thais Dias com informações da Assessoria de Imprensa
O ano de 2014 não foi muito favorável para o brasileiro regularizar suas pendências financeiras. A afirmação foi feita na quarta-feira (14) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Na análise do órgão, houve queda de 1,87% no volume de quitação de dívidas atrasadas nos últimos 12 meses, até dezembro de 2014, comparado a igual período de 2013. Em dezembro, frente ao mesmo mês de 2013, a queda foi de 3,51%.
As dificuldades para pagar as contas e recuperar pendências financeiras em atraso são reflexos do período econômico do País, com altos níveis de inflação e de juros. Para Leandro Amaral Provenzano, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), os problemas financeiros começam, quase que sempre, pela falta de educação financeira. “É o consumidor quem assume a dívida ao comprar um automóvel, por exemplo, ou algum outro bem, e acaba virando refém de uma dívida por opção”, afirmou.
Provenzano aconselha a análise do tipo de financiamento ou empréstimo que o consumidor necessita e ressalta que, em uma negociação, quanto maior o risco para a instituição financeira, maiores serão os juros. “Se for cobrada sobre um empréstimo consignado, a taxa de 3% de juros pode ser considerada abusiva. Porém, se esses mesmos 3% incidem sobre uma compra com cartão de crédito, por exemplo, é uma taxa até abaixo do mercado”, comparou.
Cada instituição financeira tem a liberdade para determinar a cobrança de juros de suas movimentações financeiras, mas a taxa deve ficar na média praticada pelo mercado, para que não seja considerada abusiva.
De acordo com o indicador do SPC Brasil, entre as pessoas físicas, cinco em cada dez dívidas pendentes (46%) têm como credores bancos ou instituições financeiras. O comércio concentra 21% das dívidas atrasadas, e em seguida está o setor de comunicação, que engloba serviços de internet, televisão e telefonia, com 16%.



