13/11/2014 – Atualizado em 13/11/2014
Vários documentos do setor de licitação e finanças foram levados para investigação. A operação também acontece em Campo Grande
Por: Redação com informações do Ministério Público de MS
A cidade de Três lagoas foi surpreendida na manhã de hoje com a chegada do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) no prédio da prefeitura, na manha de hoje (13) , a operação policial batizada de “Operação Morteiro”, voltada ao cumprimento de 04 (quatro) mandados de busca e apreensão e 04 (quatro) mandados de condução coercitiva.
Iniciada há dez meses, a operação policial é fruto de investigação a partir de denúncias feitas à Promotoria do Patrimônio Público de Três Lagoas, de que empresários teriam fraudado licitações destinadas à contratação de empresas para a realização de eventos naquele Município.
Durante a apuração surgiram indícios de que empresários teriam combinando valores de propostas e orçamentos, para que licitações fossem vencidas por empresas previamente escolhidas pelo grupo. Existem também evidencias de participação de servidores públicos municipais nas irregularidades.
Dentre as licitações com indícios de irregularidade está que envolveu a contratação de show pirotécnico na última festa de Réveillon em Três Lagoas.
As buscas estão sendo cumpridas na sede da Prefeitura Municipal de Três Lagoas e Campo Grande, bem como na sede de três empresas do ramo de eventos, uma delas também em Três Lagoas e as outras duas em Campo Grande.
Três empresários, além de um ex-servidor público municipal de Três Lagoas, estão sendo conduzidos pelos Policiais para prestar depoimento, em atendimento à determinação judicial. Participam da operação cerca de 20 Policiais Militares do GAECO, além de 3 (três) Promotores de Justiça.
EXPLICAÇÕES PREFEITURA
Segundo esclareceu o Assessor de Comunicação da prefeitura de Três Lagoas, Sebastião Neto a partir das 15 horas de hoje (13) o Ministério Público concederá entrevista coletiva para explicar detalhadamente todos os fatos.
A equipe do Gaeco levou vários documentos dos setores de Licitação e Finanças para a investigação. Sebastião Neto também informou que ninguém da prefeitura de Três Lagoas tinha conhecimento da operação.

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