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sexta-feira, 27 de fevereiro, 2026

A República de Campo Grande está extinguindo a democracia municipal

09/06/2014 – Atualizado em 09/06/2014

Por: Editorial de Romeu de Campos Junior

Atenção, eleitores! Nossos direitos estão solapados e diminuídos, a menos que você seja um membro da republica de Campo Grande que hoje se tornou uma sigla que optou pela truculência deixando a nossa população sem expressão política.

De mansinho, instalou-se na cidade uma ditadura comandada por decretos, leis que tentam anular os direitos da classe trabalhadora. Através desses mecanismos criou favoritismos através de doações como torneios diversos, rodeios e tantos outros. Esse ato na verdade está sendo “A GOTA DÁGUA”.

Percebo que foi criado a tal “Política Municipal de Participação Social” ou podemos ainda apelidar de um “Sistema Municipal de Participação Social” alojado dentro da Prefeitura Municipal onde para essa labuta, só cabe inexplicavelmente, preferencialmente, velhos cidadãos aposentados da Enersul, da cidade de Campo Grande, MS.

Nesse Sistema Municipal de Participação não cabe nenhum três-lagoense para compor o quadro de trabalho, onde a maioria foi alijada da escolha. Os poucos que ali foram empossados como secretários municipais ou diretores de algum setor só tiveram a chance de ocupar algum cargo por força de um favor político oriundo de um grande acordo político para manter o PMDB local no poder e que teriam ter obrigatoriamente o seu passaporte de acesso carimbado pelo presidente do partido prestigiado. Mas mesmo assim não são respeitados porque só assinam o que lhes é mandado, não tem autonomia, não decidem o que é melhor para a sua pasta, não contribuem com ideias e ainda tem que se submeter às vontades do PRIMEIRO MINISTRO que não aparece claramente. Ou seja, estão mais para fantoches do que para Secretários.

A constância tornou-se amiga do hábito e fez a cautela não ser observada. O caso mais recente foi no RODEIO DE ARAPUA onde consta no relatório apresentado pela Comissão da Câmara Municipal o envolvimento que pedia a formação de uma Comissão Processante. Porque isso aconteceu? Pela falta de zelo da aplicação e doação do dinheiro público, foi corroído pelos inúmeros erros praticados pela Comissão de Licitação da Prefeitura Municipal, que ao invés de ser a guardiã do interesse popular ignorou a lei 8666 que rege os princípios de conduta da Licitação.

Por falar em ação, nesse governo municipal, quantas ações populares foram impetradas? Três eu conheço e já tem mais uma que já se aventa para a próxima semana uma quarta que já está prontinha para ser levada ao forno com sabor de rodeio.

O “caso marmitex” como exemplo é de forma escandalosa uma afronta a todos nós que acreditamos em ter uma administração fundamentada na igualdade perante a lei. Mas hoje percebo que foi ferido o princípio da representação democrática nascendo uma categoria de aristocratas com poder acima dos outros cidadãos.

Daí surge uma pergunta: QUEM DÁ E QUEM TEM AMPLOS PODERES DE AÇÃO E DECISÃO NESSA PREFEITURA? QUEM MANTÉM A REPUBLICA DE CAMPO GRANDE NOS CARGOS? QUEM OS ESCOLHE? A QUEM INTERESSA ESSE ESTADO DE COISA?

Vamos pensar? Pronto! Agora cabe aí várias vertentes.

Afinal, convenhamos: tudo aquilo que não é institucional é por natureza, não institucional. Por tanto dessa forma de conduzir os destinos municipais chegamos a conclusão que “todos os órgãos da administração pública direta ou indireta” teriam que contar, em seus conselhos, com representantes da sociedade civil, mas que a realidade nos aponta em outra direção, em um lugar que mostra o que já vimos e sentimos. Ou seja, aponta para um reino encantado onde tudo se determina por uma única pessoa que é o zelador impecável de tudo aquilo que for do interesse do sistema.

Hoje todos os órgãos da gestão pública, por exemplo, estão submetidos às decisões de um poder único que não é o exercido pelo Poder Executivo Municipal mas que sabemos serem controlados por uma única pessoa que não disputou nenhum cargo eletivo, que não passou no crivo dos eleitores municipais mas que controla 100% de tudo, e que não é a Prefeita Márcia Moura. Dá-me a impressão que essa interferência, que esse mando, que essa força de decisão chega ao ponto de determinar os parâmetros das leis municipais (porque é ele quem as cria) como se esse sistema fosse eternizá-lo no poder. Isso é um “sistema de participação” porque, na verdade, é um sistema de tutela. Parte do princípio antidemocrático porque aqueles que participam, ganham com esse estado de coisa e são mais cidadãos do que os que não participam.

Então posso concluir que em Três Lagoas temos duas categorias de três-lagoenses: os que têm direito de participar da vida pública e os que não têm.

“Oras, então para se ter poder nesta cidade basta necessariamente ser vinculado a um partido político, virar marionete e vencer mesmo que em uma coligação a ultima eleição?”

O Poder do Primeiro Ministro de Três Lagoas está consolidando um comissariado à moda soviética. Parece-me um golpe institucional. É preciso a manifestação dos outros poderes constituídos como a Ordem dos Advogados do Brasil, MP, MPF e tantos outros para que recorram à justiça contra essa excrescência.

Nessa permissividade velada a prole da Republica de Campo Grande tornou obsoleto os efeitos democráticos das eleições nascidos para uma representação pura e sem vícios de condutas.

Estamos experimentando alguma coisa parecida com o a ditadura venezuelana e das protoditaduras da Bolívia, Equador e Nicarágua. Afinal, na América Latina, hoje em dia, os golpes são dados pelas esquerdas, pela via aparentemente legal, mas aqui não, pelo menos não é o que esta acontecendo.

Frase de Victor Hugo

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