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Mãe de adolescente que pilotava jet ski pode ser processada por fugir

Policial – 23/02/2012 – 18:02

A mãe do adolescente suspeito de pilotar o jet ski que atingiu e matou uma menina de três anos em Bertioga pode ser processada.

De acordo com delegado Maurício Barbosa Júnior, que investiga a morte de Grazielly Almeida Lames, a polícia já tem a comprovação de que a mãe do adolescente estava com ele na casa de Guaratuba e fugiu com o garoto após o ocorrido. Câmeras de segurança do condomínio na praia registraram a saída.

“Ela (mãe) pode responder por favorecimento pessoal por ter sido vista saindo da casa com o filho, mas isso é na esfera jurídica”, afirmou Júnior.

Até o momento, cinco testemunhas foram ouvidas, entre elas o caseiro da residência onde estava o adolescente. A polícia ainda não sabe o parentesco do proprietário do jet ski com o adolescente.

“O caseiro disse que o adolescente pediu para ele tirar o jet da carreta. Quando ele voltava com a carreta para a casa, ouviu gritos e viu os dois (adolescentes) caindo do jet”, disse o delegado mencionando o depoimento.

O outro adolescente ainda não foi identificado. Além disso, o delegado disse que ainda não foi informado sobre quem é o dono do jet ski. O jet ski ainda passará por perícia. De acordo com a polícia, um perito náutico será responsável pela avaliação. A delegacia de Bertioga não descarta a possibilidade de fazer a reconstituição no local do acidente.

“Não recebemos a informação da Capitania dos Portos, só vimos um adesivo em auto relevo com o nome Augusto, que é o proprietário da casa.”

O delegado contou também que a mãe de Grazielly, Cirleide Lames, afirmou em depoimento que viu um vulto, que seria o jet ski, e não pode dizer se alguém estava pilotando.

“Queria que a mãe dele colocasse o filho dela no lugar do minha filha e aí ela saberia o que é sofrimento”, disse Cirleide em coletiva.

“Se tivesse tido socorro mais cedo, certamente eu estaria com a minha filha”, completou. Ela afirmou que a família do adolescente não entrou em contato e não prestou nenhum tipo de socorro.

Júnior acredita, até o momento, que o homicídio tenha sido culposo (sem intenção de matar) e que o dono da embarcação responderá apenas patrimonialmente se ficar provado que o adolescente o pegou sem autorização.

Caso

Grazielly Lames, 3 anos, estava na areia da praia de Guaratuba, próxima ao mar, quando foi atingida pelo jet sky, por volta das 18h15 de sábado (18).

Testemunhas afirmam que viram o adolescente de aproximadamente 14 anos conduzindo o jet ski. Ele teria perdido controle da embarcação, que seguiu desgovernado para a praia, atingido a criança.

A mãe da menina, a auxiliar de panificação Cirleide Rodrigues de Lames, de 24 anos, contou não ter escutado barulho, nem ter visto o jet ski se aproximar. Segundo a mãe, após o atropelamento, o adolescente pulou de veículo e deixou o local.

Grazielly foi enterrada na manhã desta segunda-feira (20) na cidade onde morava, Arthur Nogueira, região de Campinas, no interior de São Paulo. O corpo chegou ao velório do cemitério municipal por volta das 20h30 de domingo e foi sepultado às 10h.

A família de Grazielly é representada pelo criminalista José Beraldo, que atuou como advogado da família de Eloá . Segundo ele, a demora do resgate, a omissão de socorro e a fuga da família do adolescente serão questionados.

Fonte: iG

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