21.3 C
Três Lagoas
segunda-feira, 22 de junho, 2026

Site que faz apologia ao estupro de mulheres volta ao ar e revolta internautas

26/01/2014 – Atualizado em 26/01/2014

Por: R7

Meses depois de sumir da internet, um polêmico site voltou ao ar nos últimos dias e causou revolta entre internautas brasileiros nas redes sociais. Na página, há um texto defendendo o estupro de mulheres, o extermínio de homossexuais, de feministas e de esquerdistas.

Além de fotos de cenas de crime, há um vídeo da ex-candidata a presidente da Colômbia Ingrid Betancourt em que ela sofre violência sexual de diversos integrantes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no período em que ficou sequestrada.

O pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV (Fundação Getulio Vargas) Direito-Rio Luis Fernando Moncau acredita que este site comete diversos crimes.

— No Brasil, nenhum tribunal manteria esse site no ar com o argumento de que o sujeito está usando sua liberdade de expressão. Deste ponto de vista, ele convive com o princípio, mas tem que conviver com outros direitos, como o da integridade e à dignidade, o que ele não faz. Neste caso concreto a gente poderia citar vários crimes, como o vídeo, que fere o direito de imagem. Há também apologia ao crime e incitação à violência.

Apesar do consenso de que o conteúdo do site é inapropriado, as autoridades brasileiras teriam dificuldade de encontrar o criador da página, de acordo com o especialista.

— No Brasil, crimes como estes, como o de incitação, resultaria em penas de três a seis meses. Mas o problema é que o domínio do site não é “.br”, mas sim “.org”.

Luis explica que, por estar sob um domínio mantido por uma empresa estrangeira, seria necessário que as autoridades brasileiras pedissem as informações sobre o criador do site.

— Mesmo assim não seria tão simples quanto pedir as informações. Existem tecnologias de anonimato para proteger internautas quando decidem denunciar governos, por exemplo. Esta tecnologia está tanto para o “homem de bem” quanto par ao “homem de mal”.

Além disso, segundo Luis, a entidade que registra domínios que não são “.br” são norte-americanas. No país, a lei para liberdade de expressão é outra.

— Lá você pode dizer em um site que odeia negros, por exemplo. Neste caso, a questão do direito internacional complica a burocracia, pois garante e preserva a privacidade de quem posta nos sites. Tudo o que dá para saber sobre este site é que a empresa que concedeu o domínio está registrada no Panamá, mas ela pode preservar a pessoa.

Foto: Reprodução

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Criança de 10 anos morre após sofrer descarga elétrica em propriedade rural de Ribas do Rio Pardo.

Uma tragédia foi registrada na tarde deste domingo (21) em uma propriedade rural na região de Ribas do Rio Pardo. Uma criança de 10...

SETURC abre inscrições para curso gratuito de fotografia em Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (SETURC), está com inscrições abertas para o curso gratuito “Fotografia Básica...

Três Lagoas garante novos investimentos e anuncia pacote de obras em infraestrutura, saúde e habitação

A manhã de sábado, 20 de junho, foi marcada por importantes entregas e anúncios de investimentos para Três Lagoas. O evento, realizado na Feira...