02/08/2013 – Atualizado em 02/08/2013
Justiça encontrou contrato de compra de combustível de outros candidatos no comitê de Mário César
Por: Midia Max
Embora os vereadores aleguem inocência, fica difícil explicar algumas situações suspeitas flagradas pela Justiça Eleitoral e relatadas em processo que investiga suposta troca de combustível por votos. A irregularidade envolve cinco vereadores eleitos em 2012: Mário César (PMDB), Paulo Pedra (PDT), Delei Pinheiro (PSD), Thais Helena (PT) e Alceu Bueno (PSL).
Os processos, que levaram a juíza Elizabeth Baish a cassar quatro vereadores (Alceu ainda não foi julgado), são baseados em provas encontradas em flagrantes feitos nos dias 10 de setembro e 5 de outubro de 2012. Na sentença dada pela juíza, que levou a cassação de três vereadores (Paulo Pedra, Thaís Helena e Delei Pinheiro), ela relata situação bastante suspeita envolvendo o presidente da Câmara, Mário César.
No dia 10 de setembro, a Justiça Eleitoral encontrou 28 cupons fiscais do Posto Trokar; diversos contratos de aquisição de combustível, inclusive de outros candidatos; cópia de nota fiscal de fornecimento de combustível no mês de agosto, no valor de R$ 20.022,03; duas planilhas referentes à quantidade de combustível do período de 22/7 a 7/10; três talonários de requisição de combustível do Posto Itanhangá; diversas relações de carros adesivados de diversos candidatos; listas com nomes de coordenadores regionais, contendo nomes de pessoas com respectivos veículos e placas e relação de nomes de pessoas referente à litragem de combustível com as respectivas assinaturas.
Neste caso, chama atenção o fato da Justiça ter encontrado documentos de outros candidatos no comitê de Mário César, incluindo um contrato de aquisição de combustível da vereadora Thaís Helena, que pertence ao PT, coligação adversária de Mário, filiado ao PMDB.
Na avaliação da juíza, a situação leva a crer que “existiu intersecção entre alguns candidatos, seja pela Coligação a que pertenciam; seja por terem feito a compra em conjunto por conveniência de preço”.
Os processos dos demais vereadores também é baseado em flagrantes. Com Alceu Bueno foi localizado três vias de contrato particular de compra e venda de combustível e 185 requisições de combustível, em valores que variam de R$ 19,99 a R$ 84,90.
Referente ao candidato Paulo Pedra, foi localizado R$ 15,9 mil, um contrato de compra de combustível e 49 requisições de combustível com o cupom fiscal em valores que oscilam de R$ 26,01 a R$ 169,80.
A Justiça também encontrou 65 requisições de combustível com o cupom fiscal em anexo em valores que variam de R$ 28,13 a R$ 84,91, envolvendo Delei Pinheiro, e um contrato de compra de combustível e 52 requisições de combustível com o cupom fiscal, com valores que oscilam entre R$ 28,01 a R$ 56,60, da vereadora Thais Helena.
Mário César foi afastado, mas conseguiu liminar para ficar no cargo até que seja julgado. Paulo Pedra, Thais Helena e Delei Pinheiro foram afastados na terça-feira (30) e ainda não conseguiram liminar.
Já o vereador Alceu Bueno ainda não foi julgado porque a juíza ainda ouvirá testemunhas nesta sexta-feira (2). Todos respondem processo por troca de combustível por votos.



