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Bombeiros e PM apoiam greve de policiais civis em MS

Geral – 19/05/2013 – 08:05

Militares cobram melhorias salariais e dizem estudar aquartelamento. Governo de MS diz que mantém negociações abertas até segunda-feira (20).

No segundo dia de greve de policiais civis em Mato Grosso do Sul, bombeiros e policiais militares apoiaram a paralisação da categoria. Neste sábado (18), eles engrossaram manifesto realizado na Praça do Rádio, região central.

Saiba mais:

O governo do estado afirma que as negociações salariais com todas as categorias seguem abertas até segunda-feira (20). “Não abrimos mão de propor um reajuste acima da inflação, pagar no 1º dia útil do mês todos os salários e tratar a todos com respeito e dignidade”, afirmou o governador André Puccinelli (PMDB), por meio do site, na sexta (17).

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul (ACS/MS), Edmar Soares da Silva, afirmou ao G1 que a categoria não descarta o aquartelamento. “Hoje é um protesto de esclarecimento para mostrar à sociedade as dificuldades dos militares. Não queremos chegar ao extremo de propor um aquartelamento”.

Bombeiros e PM apoiam 2º dia de greve de policiais civis em MS (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)Militares apoiam paralisação de policiais civis no

estado. (Foto: Fabiano Arruda/G1 MS)

Conforme Silva, apenas cabos e soldados somam mais de 4 mil servidores no estado. Ele afirma que a proposta da categoria é de reajustes seguidos até 2015.

“7% em 2013, 8% em 2014 e 20% em 2015 para soldados; 7%, 8% e 14% para cabos e 7%, 8% e 12% para sargentos. São os militares de execução nas ocorrências, que colocam a vida em risco”, explica, afirmando que a classe também cobra melhorias de trabalho como viaturas em más condições e fardamento.

Ainda segundo o presidente da associação, a ideia da classe é que o salário dos soldados aumente dos atuais R$ 2,2 mil para R$ 4,3 mil. A categoria se reúne em assembleia na segunda. “Se o governo der reajuste de 5% ou 7% é melhor não dar nada”, afirmou em referência ao reajuste linear de 5% a servidores estaduais aprovado pela Assembleia Legislativa.

Segundo dia

Mesmo com a greve considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça, a paralisação dos policiais civis tem pelo menos 70% de adesão neste sábado, segundo informou ao G1 o presidente do sindicato da classe (Sinpol/MS), Alexandre Barbosa da Silva. São 1,3 mil policias em todo estado. Na praça do Rádio, pelo menos 150 policiais participaram da manifestação.

O efetivo que não aderiu ao movimento, explica, é para garantir o atendimento essencial nas delegacias. “Por isso consideramos a greve legal e vamos recorrer da decisão”, diz.

O presidente do sindicato afirma que na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), no centro da capital sul-mato-grossense, são registrados aproximadamente 350 boletins de ocorrência por dia. Na sexta, primeiro dia da paralisação, o número caiu para 50, segundo ele.

Nas delegacias, policiais atendem apenas flagrantes, casos relativos à Lei Maria da Penha, crimes relacionados ao Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), bem como crimes contra à vida como achado de cadáveres. “Não queremos prejudicar a população, mas informar que sem condições de trabalho não tem como atendê-la”.

Barbosa ainda afirma que a assembleia da categoria, marcada para segunda-feira, deve retificar pela continuidade do movimento de greve. “A não ser que venha uma proposta do governo até a assembleia”.

Ilegal

Decisão do desembargador Paschoal Carmello Leandro considera ilegal a greve dos policiais civis e ordena retorno imediato de todos os filiados ao Sinpol às suas atividades. Em caso de descumprimento, a decisão fixa multa diária de R$ 40 mil a ser paga pelo sindicato.

Para justificar a decisão, Carmello menciona decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2009 acerca da greve de policiais civis em São Paulo. O entendimento do Supremo é que a “manutenção da ordem pública e da segurança pública” depende da atividade dos policiais.

A categoria entrou em greve na sexta para reivindicar melhorias de salário e nas condições de trabalho. A classe pede aumento de 25% e redução na diferença dos vencimentos entre as funções existentes dentro da corporação.

Fonte: G1

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