O encerramento das plataformas de apostas que operavam no Brasil deixou cerca de R$ 1,325 bilhão em saldos ainda pendentes de devolução a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores. O prazo para retirada voluntária do dinheiro terminou às 23h59 de segunda-feira (5), conforme o cronograma estabelecido pelo governo federal.
Agora, as empresas têm até esta quarta-feira (7) para informar às instituições financeiras os valores restantes de cada usuário, vinculados ao CPF, além dos dados das contas bancárias utilizadas nos depósitos. A devolução dos recursos pelos bancos está prevista para ocorrer entre 9 e 14 de outubro.
Apesar do número elevado de pessoas com valores a receber, o dinheiro está concentrado em uma parcela pequena dos usuários. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, aproximadamente 200 mil apostadores, equivalente a 1% do total, concentram cerca de 80% dos R$ 1,325 bilhão que ainda precisam ser devolvidos. Já 3,4% dos apostadores concentram aproximadamente 90% do montante.
O governo também identificou 86,2 milhões de contas com saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99, que juntas somam R$ 15,5 milhões. O número de contas é superior ao de apostadores porque uma mesma pessoa pode possuir cadastro em diferentes plataformas de apostas.
Além da devolução dos recursos, o Ministério da Fazenda pretende investigar cerca de 40 contas com valores considerados elevados, superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão. A apuração deverá verificar a origem dos recursos e possíveis indícios de lavagem de dinheiro ou ligação com organizações criminosas. Paralelamente, o governo informou que 13.241 sites ilegais de apostas foram encaminhados para bloqueio desde 25 de setembro.
Atenção aos apostadores: quem ainda possui saldo não deve fornecer senhas, códigos de acesso ou dados pessoais a terceiros que prometam liberar o dinheiro. A restituição seguirá o procedimento definido pelas instituições financeiras e pelo governo.


