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Cracolândias de SP e Rio vão ser vigiadas por 220 câmeras

Geral – 25/04/2013 – 09:04

A cracolândia da região central de São Paulo passará a partir de maio a ser monitorada por 220 câmeras, que funcionarão 24 horas por dia e serão operadas a partir de micro-ônibus com monitores.

A localização das câmeras, sem fio, será definida pelas secretarias de Segurança Pública dos Estados.

O mesmo acontecerá no Rio com a cracolândia do Parque União, na Avenida Brasil, zona norte.

As duas cidades serão as primeiras a receber os equipamentos que fazem parte do programa federal de combate à explosão do tráfico da droga, que se espalhou pelas cidades brasileiras.

Ainda este ano, as câmeras serão instaladas em mais 68 cidades, todas com mais de 200 mil habitantes.

A ordem dos municípios nos quais os equipamentos serão instalados ainda está sendo definida pelo Ministério da Justiça.

Os equipamentos serão doados pelo governo federal, mas serão operados pelas policias estaduais.

Editoria de arte/Folhapress

AÇÕES PONTUAIS

A ideia do ministério é mudar a formato de combate ao tráfico, deixando de lado as grandes operações e priorizando ações policiais pontuais, a partir da identificação de traficantes por meio das câmeras.

As ações governamentais permanentes nessas áreas passarão a ser apenas de profissionais de saúde e de assistência social, segundo o Ministério da Justiça.

“Tudo o que foi feito até agora não deu certo. Então resolvemos mudar. Não quero mais essa história de policial interferindo na cena”, afirmou a secretária nacional de Segurança Pública.

Na próxima semana, Regina Miki se reúne com representantes do governo de São Paulo para fechar detalhes do acordo para implementar o programa no Estado.

Cada kit –conjunto formado por um micro-ônibus com monitores e 20 câmeras– custa R$ 1,5 milhão. São Paulo será a cidade que mais receberá unidades de vigilância. Serão 11 no total. O Rio de Janeiro receberá nove.

A extensão do programa federal às demais cidades deve acontecer até o fim de 2014.

As câmeras serão móveis, podendo ser retiradas de um local e transferidas para outro, caso se verifique a migração da cracolândia.

“Elas são excelente ferramenta de investigação e vão auxiliar no combate ao tráfico de crack”, afirma Walmor Fernandes, diretor da Divisão de Segurança da empresa MTel, responsável pela instalação da tecnologia nos veículos e pela manutenção dos aparelhos em parte do país.

BANCO DE DADOS

“Sou favorável ao monitoramento desde que tenhamos inteligência por trás disso. Não basta apenas olhar as imagens”, analisa o ex-secretário Nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri.

Segundo Balestreri, o levantamento precisa criar um banco de dados que possa ser usado para a identificação e prisão dos traficantes.

“Caso contrário, continuaremos jogando dinheiro fora”, afirma.

Fonte: Folha de São Paulo

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