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Colônia Penal três-lagoense; conheça

Geral – 21/04/2013 – 09:04

A Colônia Penal Industrial Paracelso de Lima Vieira Jesus de Três Lagoas abriga no total 80 internos.  Durante o cumprimento da pena, o condenado fica sujeito ao trabalho comum no período diurno.

A Fabrica MetalFrio junto com juíza de execução e a JETEM realizou uma parceria para empregar os internos. Além da remissão da pena, que ocorre quando o condenado trabalha durante a prisão, todos que prestam serviço recebem R$ 508,50. Aqueles que não faltam nem apresentam atestado médico recebem ainda uma cesta básica.

 O trabalho é o mesmo feito na fábrica da empresa. É uma sequência. O curso de utilização de EPIs – equipamentos de proteção individual – também é oferecido.

A refeição é feita na cozinha industrial da Colônia pelos próprios internos. Oito deles ficam encarregados pelos serviços e recebem remuneração .

Hoje, cerca de 10 internos trabalham fora da prisão. Eles foram liberados pela justiça e possuem registro na carteira de trabalho com horário de entrada e saída.

95% dos condenados trabalham, estudam ou fazem curso dentro do presídio. Apenas três deles possuem laudo médico que atestam a impossibilidade do trabalho por  alguma doença.

A cada três dias trabalhados, um dia é remido da pena. No caso dos que estudam ou fazem curso, a cada doze horas de estudo, há remissão de um dia.

Os cursos oferecidos para os internos são de informática e violão e aulas do 1º ao 4º ano no período noturno. Existe previsões para que em 2014 seja oferecido ensino escolar até o 9º ano.

Palestras com o tema álcool e drogas são promovidos pelo CAPS AD. O interno que participa, com intenção de deixar o vício,  é beneficiado com uma saída temporária. A palestra acontece de 1 a 2 vezes por mês.

Dificuldades

Por ser uma presídio dentro da cidade, onde a segurança é realizada apenas por Agentes do Presídio e sem policiamento, na maioria dos dias de visita e durante finais de semana o controle se torna difícil. Nessas situações acontece de pessoas jogarem materiais, como cerveja, celulares, carvão, para dentro de presídio.

No ultimo dia 14, a reportagem da Rádio Caçula recebeu denúncias que apontavam a realização de um  churrasco feito pelos presos na Colônia Penal.

O Diretor da Colônia, Oficial Medeiros, informou à reportagem que o interno que é pego praticando  irregularidades é colocado na cela disciplinar e o caso é levado para juíza e o interno geralmente é regredido para o regime fechado.

O interno que foi flagrado recolhendo os objetos lançados por pessoas de fora do presídio fugiu este domingo. A polícia foi avisada.

Fonte: Redação / Rádio Caçula

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