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terça-feira, 5 de maio, 2026

Avanço da chikungunya preocupa: Mato Grosso do Sul supera 10 mil casos e já alcança 73% do total de 2025

A epidemia de chikungunya segue em ritmo acelerado em Mato Grosso do Sul. Dados atualizados indicam que o Estado já contabiliza 10.268 casos prováveis da doença apenas nos quatro primeiros meses de 2026, número que corresponde a 73% de todo o volume registrado ao longo de 2025, quando foram confirmados 14.148 casos. Neste ano, 14 mortes já foram atribuídas à doença.

O avanço chama ainda mais atenção quando comparado ao histórico recente. Entre 2015 e 2024, Mato Grosso do Sul somou 7.143 casos de chikungunya — menos da metade do total registrado somente em 2025. O cenário evidencia uma escalada expressiva da doença no Estado nos últimos dois anos.

Em 2026, a tendência de alta se mantém. Mesmo com dados ainda parciais, os registros continuam superando os números do ano anterior semana após semana. No comparativo mensal, abril já apresenta crescimento significativo.

No quarto mês do ano, o número de casos praticamente dobrou em relação ao mesmo período de 2025, saltando de cerca de 2,6 mil para 5,2 mil ocorrências — um aumento de 94%, reforçando o alerta das autoridades de saúde para a intensificação das medidas de prevenção e controle do vetor.

Os dados estão disponíveis no Painel de Monitoramento das Arboviroses, com dados do Ministério da Saúde.

Doença atinge 96% de MS

A chikungunya já se espalhou por quase todo Mato Grosso do Sul. Segundo dados da SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), 76 dos 79 municípios registraram casos da doença até a Semana Epidemiológica 16, encerrada em 25 de abril de 2026.

No total, o Estado soma 10.268 casos prováveis — 4.290 confirmados e outros 5.978 aguardando exames do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). Cidades do interior enviam amostras coletadas em pacientes com sintomas, para serem analisadas em Campo Grande.

As 14 mortes registradas neste ano estão distribuídas em quatro cidades de Mato Grosso do Sul. Dourados concentra a maior parte dos óbitos, com 9 registros, seguido por Bonito e Jardim (2 cada um) e Fátima do Sul (1). No ano passado, foram 17 mortes no Estado.

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