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Mudança de temperatura aumenta o risco de doenças

Saúde – 11/04/2013 – 19:04

Chega o outono, muda a temperatura e muitas pessoas começam a ficar doentes. Gripe, resfriado, amidalite, bronquite e até mesmo pneumonia são alguns dos problemas mais comuns nessa época do ano, quando a defesa do organismo fica enfraquecida, facilitando a proliferação de vírus e bactérias.

Por isso, medidas simples de prevenção, como dieta saudável, exercícios físicos e boas noites de sono, são extremamente importantes, como alertou a pediatra Ana Escobar no Bem Estar desta quinta-feira (11).

As mudanças bruscas de temperatura deixam as pessoas com a imunidade baixa, momento em que os vírus conseguem causar um processo inflamatório na mucosa, desenvolvendo gripes e resfriados. No caso de doenças causadas por bactérias, como a pneumonia, o início também é nessa fase, quando o organismo não consegue se defender por causa da mucosa inflamada. Nessa hora, as bactérias já existentes no corpo encontram um bom ambiente para se proliferarem e, por isso, a pessoa fica doente.

Entre os sintomas mais comuns de problemas nessa época, está a coriza, dor de garganta e também dores no corpo. Para evitar, é importante manter uma alimentação saudável, dormir bem, fazer atividade física e evitar alterações de temperatura, especialmente se a pessoa for mais sensível a isso.

De acordo com a pediatra Ana Escobar, existe também a opção da vacina, que tem efetividade de mais de 90%. No próximo dia 15 de abril, a vacinação contra a gripe chega aos postos médicos direcionada a grupos de risco, como crianças menores de 2 anos, idosos com mais de 60 anos, indígenas, pessoas com diabetes, profissionais da saúde e gestantes – nesse último caso, a vacina é diferente e não causa reações adversas, além de proteger também o feto nos primeiros meses de vida.

Porém, se a pessoa já pegou a gripe, ela deve recorrer a alguns medicamentos, como os descongestionantes, por exemplo. Eles ajudam a diminuir o edema e melhorar a respiração, a sensação de coriza e o nariz entupido.

  No entanto, como alertou a farmacêutica Nádia Bou-chacra, os descongestionantes apenas aliviam os sintomas, mas não resolvem a causa e não curam a gripe já que o vírus tem seu ciclo que deve ser finalizado.

Há também a opção dos antigripais, mas é preciso ter cuidado já que eles podem mascarar os sinais de uma doença mais séria, como a pneumonia. Nesse caso, se o problema evoluir, pode virar um quadro ainda mais grave, principalmente nas crianças. Por isso, como explicou a farmacêutica, não é recomendado usar o antigripal por mais de 5 dias – caso a gripe persista por mais de 10 dias, é sinal de que pode estar ocorrendo uma infecção bacteriana ao mesmo tempo. Caso a pessoa tenha febre, ela pode usar um antitérmico para melhorar a sensação de conforto – o efeito é rápido e em apenas uma hora o paciente já começa a se sentir melhor.

Porém, como alertaram as especialistas, além de tomar cuidado com a automedicação, é importante também evitar que os remédios fiquem ao alcance das crianças, que podem se intoxicar. A principal dica, se isso acontecer, é evitar dar água e leite ou induzir o vômito para diluir ou expelir o que a criança engoliu – nesse caso, é essencial pedir ajuda como mostra o vídeo ao lado, que pode ser dada pelo telefone de plantão do Ceatox, 0800-01-48-110 (ligações gratuitas para todo o Brasil).

Coqueluche

Em 2012, aumentaram muito os casos de coqueluche no Brasil e 74 pacientes morreram. Porém, muita gente não conhece os sintomas, que podem ser confundidos com os de um simples resfriado. Segundo a pediatra Ana Escobar, o principal sinal é a tosse persistente, que causa falta de ar e pode durar até 14 dias.

A transmissão é feita de pessoa para pessoa, através da tosse ou da fala. Por isso, é importante se proteger com a vacinação, principalmente no caso das crianças, em que a coqueluche pode ser fatal.

No segundo semestre de 2013, o sistema público de saúde deve oferecer a vacina também para as gestantes, para que os bebês nasçam protegidos. Segundo a pediatra Ana Escobar, a vacina tem 98% de eficácia e, além da coqueluche, protege também contra difteria, tétano e meningite.

Fonte: Bem Estar

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