13.1 C
Três Lagoas
domingo, 10 de maio, 2026

Procuradoria pede à Justiça perdão para acusado de integrar mensalão

Geral – 08/04/2013 – 08:04

Dono da empresa chamada de “lavanderia de dinheiro” no julgamento do mensalão, o operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro poderá ser perdoado pela Justiça nas próximas semanas.

É o que quer o Ministério Público Federal, que assinou um acordo de delação premiada com ele em 2005.

A Procuradoria considera que Funaro merece o perdão judicial por ter dado uma “contribuição efetiva” para o desfecho do caso, mas não quis informar à Folha quais teriam sido as colaborações.

Editoria de Arte/Folhapress

O acordo de delação rendeu a Funaro a exclusão de seu nome da lista de denunciados do mensalão no processo julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Porém, como só a Justiça pode perdoar um acusado, a Procuradoria-Geral da República enviou as acusações contra ele à primeira instância da Justiça.

Se o Judiciário confirmar o perdão, Funaro fica livre de condenações nesse caso.

Três procuradores que tiveram acesso às investigações afirmaram à Folha, em caráter reservado, que Funaro ajudou a desvendar detalhes do caso e forneceu documentos que demorariam para chegar às autoridades.

Uma das novidades teria sido a afirmação de Funaro de que havia repassado valores ao então tesoureiro do PL (atual PR) José Tadeu Candelária na sede do partido em Mogi das Cruzes (SP).

Quando assinou o acordo com o Ministério Público, em novembro de 2005, Funaro já era suspeito de ser o dono da empresa Guaranhuns, apontada como intermediária de transferências do mensalão para o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Àquela altura, a CPI dos Correios no Congresso já havia aprovado um requerimento para quebrar o sigilo bancário de Funaro.

Nos depoimentos ao Ministério Público naquele mês, Funaro admitiu que tinha colocado um “laranja” na Guaranhuns e tinha feito repasses de dinheiro a Costa Neto.

Em entrevista à Folha em outubro de 2005, Funaro havia negado esses fatos.

Em 28 de março de 2006, ele entregou à Procuradoria o extrato da conta corrente da Guaranhuns e planilhas sobre as transações com a SMPB, a agência de Marcos Valério de Souza, considerado o operador do mensalão, e os repasses a Costa Neto e ao PL.

À época, a Guaranhuns era alvo de devassa do Banco Central e do Coaf, órgão do Ministério da Fazenda.

Dois dias depois, o Ministério Público apresentou a denúncia do mensalão ao STF e informou ao tribunal que Funaro estava fora da lista de denunciados em virtude da delação premiada.

Na denúncia e nas alegações finais no mensalão, a Procuradoria citou apenas um trecho de depoimento de Funaro em que ele conta como recebeu dinheiro da SMPB e transferiu os recursos para Costa Neto e para o PL.

No julgamento no STF, porém, o nome de Funaro foi repetido dezenas de vezes pelos ministros. “Essa Garanhuns era uma verdadeira lavanderia de dinheiro”, disse o revisor do caso, ministro Ricardo Lewandowski.

À Folha, Funaro disse que os repasses ao deputado “não foram contabilizados” e que esse foi seu único crime.

Fonte: Folha de São Paulo

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Homenagem Especial da Rádio Caçula ao Dia das Mães

Você está preparado ou preparada para se emocionar? Então veja o emocionante vídeo em homenagem ao Dia das Mães, com narração da incrível Toninha...

VÍDEOS: Rotatória do Shopping Três Lagoas está totalmente liberada

O trânsito na manhã deste domingo (10), na rotatória nas proximidades do Shopping Três Lagoas, na confluência das Avenidas Filinto Muller, Jamil Jorge Salomão...

Carreta carregada com eucalipto tomba na rotatória do Shopping Três Lagoas

Acidente na BR-158 deixou o trânsito lento durante a manhã deste domingo (10) Uma carreta carregada com eucalipto tombou na manhã deste domingo (10), Dia...