22.7 C
Três Lagoas
sábado, 24 de outubro, 2026

“Agências Reguladoras não são instrumentos do Governo”, afirma Fabio Trad

Política – 05/04/2013 – 14:04

Ao lançar, no último dia 15, o Plano Nacional de Consumo e Cidadania (PNCC), a presidente Dilma destacou a importância do fortalecimento das agências reguladoras, assinalando que, “de certa forma elas defendem o polo mais fraco das relações de consumo, que é o consumidor”.

Criadas para fiscalizar a qualidade, preços e eficácia dos serviços prestados pelas concessionárias de serviços públicos, e também por organismos governamentais, as agências reguladoras têm seu fundamento jurídico no artigo 174 da Constituição, que define o Estado como ente regulador da atividade econômica.

A Lei 10.871/2004, que dispôs sobre a criação de carreiras e organização de cargos efetivos, conferiu às agências, a autonomia institucional que as distingue das simples autarquias.

Com mandato fixo, indicados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado, os dirigentes das agências reguladoras gozam de autonomia quase igual à dos magistrados. Segundo o ex-desembargador federal Vladimir Passos de Freitas, nos Estados Unidos, de onde advém o modelo legal das agências reguladoras brasileiras, o Judiciário só revê decisões dos tribunais administrativos existentes nessas agências em caso de ofensa ao devido processo legal.

“No Brasil, embora os avanços significativos, como a estabilidade de dirigentes, e pessoal técnico com remuneração à altura das qualificações exigidas em rigorosos concursos, as agências reguladoras ainda têm um longo caminho a percorrer. É nesse sentido que as referências da Presidente Dilma a elas ganham maior significado”, afirma o deputado federal Fabio Trad (PMDEB-MS).

Ao tratar da resposta das agências às demandas do consumidor, a Presidente Dilma foi taxativa: “Não é possível que o serviço público brasileiro não tenha compromisso com prazo. O Estado precisa oferecer melhor fiscalização e melhor qualidade dos serviços regulados, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura”.

Instrumentos do Governo

O deputado Fabio Trad afirma a importância de relembrar que as agências reguladoras não são instrumentos de governo, mas entidades de Estado. “E, como tais, encarregadas de fiscalizar o cumprimento de contratos de concessão, além de zelar pela eficiência e presteza dos serviços públicos diretos. Por isso precisam de autonomia institucional, e de independência administrativa e financeira para regular e fiscalizar sem constrangimento ou restrição de qualquer ordem”.

Para o parlamentar sul-mato-grossense, o Poder Legislativo tem responsabilidade de se empenhar pelo fortalecimento contínuo dessas agências, a começar por fazer valer a atribuição constitucional exclusiva do Congresso, de provê-las de instrumentação legal adequada a seus crescentes desafios. E de fiscalizá-las.

“Com isso, vamos assegurar que, por critérios crescentemente rigorosos de escolha de seus dirigentes, as agências reguladoras sejam, cada vez mais, instâncias de excelência em suas respectivas áreas; e que estejam sempre mais imunes a pressões de potentados empresariais e de intromissões governamentais ou políticas indevidas”, concluiu Fabio Trad.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Governo de Mato Grosso do Sul antecipa salário de outubro; pagamento será liberado no dia 30

Mais de 86 mil servidores estaduais, entre ativos e inativos, terão os vencimentos disponíveis na sexta-feira; folha mensal movimenta cerca de R$ 400 milhões. O...

VÍDEO:Corpo de homem é encontrado na Lagoa Maior e marca segunda morte registrada em Três Lagoas nesta sexta-feira

O corpo de um homem ainda não identificado foi localizado no início da tarde desta sexta-feira (23), nas águas da Lagoa Maior, um dos...

Em iniciativa pioneira no setor, Suzano desenvolve operação remota de colheita florestal em MS

Primeira fase do projeto colheu 12 mil árvores com uma harvester comandada da torre de controle florestal de Ribas do Rio Pardo, a até 350 quilômetros da frente de trabalho. Operador permanece no comando: a tecnologia muda o local de trabalho, não substitui o profissional
error: Conteúdo Protegido