Policiais penais perceberam a movimentação durante a madrugada e localizaram os materiais escondidos sobre o Pavilhão III da unidade
Uma tentativa de levar celular, maconha e comprimidos para dentro da Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas foi frustrada durante a madrugada deste domingo, 13, após policiais penais detectarem a aproximação de um drone nas proximidades da unidade.
A movimentação do equipamento foi percebida por volta das 3h, pelo policial penal responsável pela vigilância da torre. Assim que identificou o drone, o servidor comunicou a equipe de plantão, que iniciou uma fiscalização no Pavilhão III.
Durante a revista, os policiais localizaram, sobre a estrutura do pavilhão, um aparelho celular Samsung, aproximadamente 150 gramas de substância análoga à maconha e 140 comprimidos de cor azul.
Os materiais estavam próximos ao ponto onde os agentes identificaram um dano na laje da estrutura, levantando a suspeita de que o local poderia ter sido utilizado na tentativa de introdução dos itens na unidade.
Durante os procedimentos, um dos custodiados, identificado no registro da ocorrência, assumiu a autoria do dano na estrutura e declarou ser proprietário dos materiais encontrados pelos policiais penais.
Todo o conteúdo apreendido foi recolhido e encaminhado para os procedimentos administrativos e legais cabíveis. As circunstâncias envolvendo a utilização do drone e a possível tentativa de entrega dos materiais ainda deverão ser apuradas.
A ação faz parte do trabalho permanente de fiscalização realizado pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul para impedir a entrada de objetos e substâncias proibidas nas unidades prisionais.
O uso de drones é uma das estratégias utilizadas para tentar introduzir celulares e entorpecentes em presídios, o que tem levado o sistema penitenciário a reforçar mecanismos de vigilância e proteção das estruturas.
Na própria Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, medidas de proteção contra esse tipo de ação já vêm sendo adotadas. A Agepen informou anteriormente que o telamento de áreas dos pavilhões reduziu significativamente as tentativas de lançamento de materiais por drones na unidade.
A fiscalização segue de forma contínua, com atenção especial às movimentações suspeitas nas proximidades da penitenciária e às tentativas de introdução de materiais ilícitos no ambiente prisional.


