O número de pessoas em situação de rua tem chamado cada vez mais a atenção em Três Lagoas. A cidade, que está entre as que mais crescem economicamente em Mato Grosso do Sul, também enfrenta um desafio social que preocupa moradores, comerciantes e autoridades.
Em diferentes bairros, principalmente na região central e nas proximidades de estabelecimentos comerciais, é comum encontrar pessoas vivendo nas ruas. Muitos moradores afirmam que a sensação de insegurança aumentou e relatam casos de furtos, consumo de drogas em vias públicas e abordagens frequentes para pedidos de dinheiro.
Por outro lado, entidades sociais e especialistas ressaltam que nem toda pessoa em situação de rua está envolvida com a criminalidade. Muitas enfrentam problemas como desemprego, rompimento de vínculos familiares, dependência química ou transtornos mentais, situações que exigem atendimento nas áreas de assistência social e saúde, além da atuação das forças de segurança quando houver prática de crimes.
Centros de atendimento especializado
Em Três Lagoas, o atendimento à população em situação de rua é realizado por meio do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) e do Serviço de Acolhimento POP, vinculados à Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS).
Os serviços oferecem café da manhã, almoço e lanche da tarde, além de espaço para higiene pessoal, lavanderia, guarda de pertences, fornecimento de roupas e cobertores. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Apesar da existência desses serviços, moradores da Rua Protázio Garcia Leal, no bairro Santa Terezinha, afirmam que convivem diariamente com furtos, consumo de drogas e outros transtornos. Eles cobram medidas mais eficazes do poder público para reduzir os impactos na vizinhança e aumentar a sensação de segurança. Alguns moradores relatam que, ao procurar as autoridades, receberam a informação de que situações como essa são comuns em cidades em processo de crescimento, percepção que gera insatisfação entre a comunidade.
Opinião da população
O tema divide opiniões.
Há quem defenda o fortalecimento das políticas públicas de acolhimento, tratamento para dependência química, atendimento em saúde mental, qualificação profissional e reinserção social.
Outros acreditam que é necessário ampliar a fiscalização, reforçar a segurança pública e impedir a ocupação permanente de espaços públicos, especialmente em áreas comerciais e de grande circulação.
É importante destacar que a internação compulsória somente pode ocorrer nas hipóteses previstas em lei, mediante critérios médicos e decisão judicial quando cabível. Da mesma forma, o encaminhamento de pessoas para seus municípios de origem depende dos procedimentos legais e, em muitos casos, da concordância da própria pessoa e da articulação entre os órgãos públicos.
Agora queremos ouvir você
Na sua opinião:
- As políticas públicas de acolhimento precisam ser ampliadas?
- A segurança pública deve ser reforçada nas áreas mais afetadas?
- É necessário investir mais em tratamento para dependência química e saúde mental?
- Como conciliar assistência social, respeito aos direitos das pessoas em situação de rua e a segurança da população?
- Você acredita que o poder público deveria oferecer suporte para que essas pessoas retornem às suas cidades de origem, quando houver essa possibilidade e com respeito à legislação?
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Nosso objetivo é promover uma discussão respeitosa sobre um tema complexo, que envolve tanto a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade quanto a segurança, o bem-estar e a qualidade de vida de toda a comunidade de Três Lagoas.




