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De olho na Copa, restaurantes investem em segurança alimentar

Geral – 24/02/2013 – 13:02

Para faturar com o maior evento do futebol, um projeto no Recife investe em certificação de segurança alimentar.

Os restaurantes do Recife estão quase prontos para receber os amantes do futebol e da boa comida. A capital pernambucana vai sediar três jogos da Copa das Confederações e cinco da Copa do Mundo.

Para agradar ao paladar dos turistas, o empresário Ricardo Oliveira investiu na qualidade e no cuidado com a manipulação dos alimentos. Ele é dono de uma lanchonete especializada em empadas e coxinhas. O espaço no shopping foi aberto em 2004. “É um projeto que a gente tem colocado, não como projeto pontual de Copa do Mundo, mas um projeto realmente de melhoria de qualidade, e a manutenção da qualidade que a gente precisa ter na nossa marca”, disse Oliveira.

A empresa participou do programa de capacitação alimentar do Sebrae de Pernambuco para obter um certificado da Associação Brasileira de Normas Técnicas: a NBR15.635. O documento comprova que o local segue adequadamente as regras sanitárias e higiênicas. “Ela foca exatamente em oferecer um alimento saudável ao cliente sem nenhum tipo de perigo. Nem físico, nem químico, nem biológico. Todos os pontos são monitorados para que esse perigo não venha ocorrer”, disse Paulo Guimarães, do Sebrae Recife.

O restaurante vende cerca de 300 empadas e coxinhas por dia. Os produtos também são fornecidos para outros 500 estabelecimentos do Nordeste. A empresa tem um faturamento médio de R$ 60 mil por mês.

Depois do programa do Sebrae, o modo de preparo dos alimentos melhorou. A saturação do óleo, por exemplo, agora é monitorada com rigor, e a troca é feita com mais frequência. “Uma das situações mais desagradáveis é quando a coxinha fica quente por fora e gelada por dentro, mas isto não acontece neste restaurante graças a uma medida simples que também é uma exigência para obtenção do certificado. A coxinha antes de ser exposta, é frita e passa pelo forno. Isso garante um alimento quentinho e saboroso por inteiro”, disse Júlio Prestes, do Recife.

A cozinha foi modificada e o teto passou por reforma, o que facilita a higienização. Foram instalados filtros nos exaustores para evitar o acúmulo de gordura. O restaurante está entre os dez primeiros estabelecimentos que participaram do programa de capacitação alimentar.

O Sebrae subsidiou 80% do custo das auditorias para a implantação do certificado. “É importantíssimo que aproveite esse evento e que a gente dê o pontapé inicial que foi exatamente essas dez empresas formando esse projeto piloto para a implantação dessa norma, mas independente da copa, independente de 2014, a gente vai continuar implantando essa norma nas empresas”, afirmou Paulo Guimarães, do Sebrae Recife.

Uma creperia também investiu na certificação. O restaurante no Bairro dos Aflitos é o terceiro dos empresários Leonardo Pontual e Luciano Longman. O local foi inaugurado em 2003 e custou R$ 500 mil. No local, são servidos, em média, 250 pratos por noite. Uma especialista examina com rigor os ingredientes. “Um dos utensílios mais utilizados agora é o termômetro. A temperatura de todos os alimentos é verificada para evitar contaminações. Até as entregas são checadas no ato”, disse Julio Prestes.

Os alimentos congelados devem chegar ao restaurante a quatro graus negativos, caso contrário, são devolvidos ao fornecedor. “Hoje os meninos já chegam, já recebem a mercadoria e já guardam tudo, para não ter esse problema com perda de temperatura”, afirmou Nicole Rodrigues, gastrônoma. Todas as massas são pré-cozidas no início do expediente. Isso evita atrasos na hora de pico. A empresa também comprou um balcão de inox para armazenar os ingredientes das saladas na temperatura certa.

O resultado destas ações é um produto saboroso e que não oferece risco à saúde dos clientes, e o certificado também melhora a imagem do restaurante. “O cliente é o que mais ganha com isso, seja o cliente do próprio estado, da própria cidade, ou seja, o cliente que venha de fora.” A empresa fatura 150 mil reais por mês e a expectativa é crescer 15%.

“A Copa do Mundo vai trazer pra gente não só uma melhoria no nosso atendimento, mas também nossos fornecedores estão buscando melhorias, nossos clientes estão buscando parceiros e fazendo com que a gente tenha que progredir sempre”, comentou Leonardo Pontual, empresário.

Fonte: G1 Notícias

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