28.6 C
Três Lagoas
domingo, 11 de outubro, 2026

Polícia Federal e Ibama investigam fechamento de baías no Pantanal

Policial – 22/02/2013 – 13:02

Operação ”Água Limpa” está sendo feita pela Polícia Federal, juntamente com analistas do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis), para investigar o fechmento de baías na região do Caronal, em Coxim.

A ação foi desencadeada a partir de denúncia do site Edição de Notícias ao procurador regional do Ministério Público Federal, Daniel Fontenele Sampaio Cunha.

De acordo com o Edição de Notícias, as equipes estiveram no local indicado pela reportagem e o objetivo da operação foii materializado com as provas evidenciadas por fotografias e constatações periciais suficientes para serem levadas as autoridades competentes.

A equipe encontrou no local uma draga (foto abaixo) que retira areia para contenção das águas, a qual foi identificada e lacrada pelo Ibama, assim como está sendo monitorada pela Polícia Federal para comprovação do proprietário.

Na região, várias baías do rio Taquari estão sendo fechadas, provocando desequilíbrio ambiental com a mortandade de peixes. O turismólogo Ariel Albrecht explica que as baías são fechadas por determinação de fazendeiros, que visam apenas lucro, ganhando pequenos pedaços de terra para o gado pastar.

No final de janeiro, uma equipe do Edição de Notícias desceu até o Caronal. Foram 10 horas de viagem de lancha pelo rio Taquari (ida e volta). Os responsáveis pelo fechamento contam, justamente, com a dificuldade de chegar ao local para cometerem os crimes.

A reportagem flagrou o trabalho numa baia. Sacos de areia sustentados por cercas improvisadas são colocados nas bocas das baías, formando muros. Em seguida, uma draga joga areia para interromper, definitivamente, a entrada de água.

De acordo com Albrecht, essa prática acontece desde a década de 70 e a cada ano é renovada, fazendo com que o pescado fique escasso. “Não são os pescadores, muito menos os turistas que acabam com os peixes, mas sim o fechamento das baías, praticado a mando de latifundiários que usam poderio econômico sobre políticos para ficarem impunes”, indigna-se o turismólogo.

Albrecht explica que essas baías enchem na época das chuvas, formando grandes lagoas onde existem milhares de peixes. “Com a seca e, consequentemente, a baixa do rio, a água volta a percorrer seu curso normal, assim como os peixes”, exemplifica. Entretanto, com o fechamento os peixes não desovam, pois é em dezembro e janeiro que a maior parte dos cardumes deixa as baías para desovar. Mesmo que a baía não seque e os peixes não morram, eles acabam perdendo o tempo de desova, rompendo o ciclo reprodutivo.

Relatos de diversos pescadores dão conta de que são oito fazendas que fecham as baias. O turismólogo acusa esses fazendeiros de gerarem documentos tendenciosos, como laudos, perante órgãos estaduais e federais, que deveriam proteger o meio ambiente, para legitimarem suas ações. Para Albrecht, somente o MPF (Ministério Público Federal) e a Polícia Federal podem impedi-los, porque nas instâncias municipal e estadual os latifundiários sempre ganham. 

Fonte: Correio do Estado

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Carreta tomba em rotatória na divisa entre Três Lagoas e Castilho na manhã deste domingo

Foto: Augusta Rufino / Rádio Caçula Acidente aconteceu na altura do acesso à Vila dos Operadores; equipes da concessionária ViaRondon atuam no local para sinalizar...

Mato Grosso do Sul completa 49 anos de história, belezas e orgulho de sua gente

Neste 11 de outubro de 2026, Mato Grosso do Sul celebra 49 anos de criação, marcados por uma história de conquistas, desenvolvimento e orgulho...

Professor e alunos transformam muro de escola em mosaico com 150 mil tampinhas

Um projeto de arte desenvolvido em uma escola municipal de Guaraniaçu, no Paraná, transformou um muro da instituição em um grande mosaico colorido feito...
error: Conteúdo Protegido