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Erupções de “supervulcões” podem previstas anos antes

Geral – 03/02/2012 – 08:02

De acordo com pesquisadores, as erupções dos maiores vulcões do planeta poderiam ser previstas várias décadas antes do evento.

Análises de cristais de rocha da ilha grega de Santorini sugerem que as erupções são precedidas por uma rápida acumulação de magma subterrâneo, coisa que pode ser detectada usando instrumentação moderna.

Vulcanólogos dizem que esses vulcões enormes são “erupções que formam caldeiras”, já que o magma ejetado é tão volumoso que deixa uma depressão enorme na superfície da Terra, uma estrutura parecida como uma cratera conhecida como caldeira.

Os maiores vulcões desse tipo foram apelidados de “supervulcões”, e suas erupções podem desencadear devastação com impactos globais, já que são capazes de produzir cinzas e gás suficientes para mudar o clima global temporariamente.

Esses vulcões ficam adormecidos durante centenas de milhares de anos antes de explodir. Mas, enquanto alguns pesquisadores acreditam que dados sísmicos e outras leituras nos dariam um mês de antecedência de tais erupções, o novo estudo diz que podemos prever estes eventos muito mais cedo.

“Quando esses vulcões ‘acordam’, e quando o magma começa a subir à superfície, faz fissuras na rocha, enviando sinais”, disse o pesquisador Tim Druitt. “Você tem sinais sísmicos, começa uma deformação da superfície, a emissão de gases na superfície aumenta – e isso pode ser detectado”.

A visão clássica era de que os supervulcões tinham um longo descanso, durante períodos de milhares de anos, nos quais acumulavam magma lentamente poucos quilômetros abaixo da superfície até que, finalmente, explodiam.

“O que descobrimos é que há uma fase de aceleração do magma em uma escala de tempo de algumas décadas, o que é surpreendentemente rápido devido aos milhares de anos precedentes a erupção”, explica.

Essa evidência veio da análise de cristais na ilha Santorini, que pesquisadores da França, Suíça e Singapura estudaram usando instrumentação moderna eletrônica. “A mudança na composição dos cristais contam histórias de como o magma evoluiu”, disse Druitt. “E todos os cristais no magma cresceram dentro de poucas décadas da erupção”.

Erupções formadoras de caldeiras podem ser encontradas em todo o mundo, embora se acredita que todas estejam dormentes atualmente. Há supervulcões no Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos, em Campi Flegrei, na Itália, e em Santorini e nas ilhas a seu redor, na Grécia.

A última erupção desse tipo conhecida ocorreu mais de 3.600 anos atrás, no que os cientistas pensam que foi o auge da civilização minoica, na ilha de Creta, que pode ter causado o colapso dessa sociedade inteira.

Ou seja, prever tais eventos com anos de antecedência poderia se provar vital. “O que estamos dizendo é que todos os vulcões formadores de caldeira, mesmo aqueles em regiões remotas do globo, devem ser monitorados utilizando instrumentos modernos altamente sensíveis”, sugeriu o pesquisador.

As novas evidências reforçam a ideia de que grandes sistemas de magma parecem acordar de um longo período de descanso só meses, anos ou décadas antes da erupção. O próximo problema a ser estudado é entender o que causa essa aceleração de acúmulo de magma, para que possamos reconhecê-la antes de uma grande erupção

Fonte: Hype Science

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