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segunda-feira, 20 de abril, 2026

Estado revela quem são seus povos originários em painel inédito

Ferramenta reúne dados sobre população, etnias e condições de vida e promete orientar políticas públicas mais eficientes

Mato Grosso do Sul passa a contar com uma ferramenta inédita para compreender a realidade dos povos originários com mais precisão. O lançamento do Painel Povos Originários reúne, pela primeira vez, dados organizados sobre população, território, etnias e condições de vida em todo o Estado. A iniciativa marca um novo capítulo na construção de políticas públicas baseadas em informação.

O Estado abriga a terceira maior população indígena do Brasil, com 116.469 pessoas, o que representa 6,9% do total nacional. A maioria vive em terras indígenas e é formada, principalmente, por jovens entre 15 e 29 anos, com leve predominância feminina. O perfil revela uma população jovem e com demandas específicas para o futuro.

A diversidade é um dos pontos que mais chamam atenção nos dados apresentados. Mato Grosso do Sul reúne 139 etnias e 48 línguas indígenas, evidenciando a riqueza cultural presente no território. Os números ampliam a compreensão sobre a pluralidade dos povos originários no Estado.

Apesar disso, oficialmente são reconhecidas oito etnias originárias pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas, entre elas Guarani Kaiowá, Terena e Kadiwéu. O número maior de etnias se deve ao fato de o Estado atrair indígenas de diversas regiões, especialmente nas áreas de saúde e educação. Esse cenário reforça o papel de MS como polo de referência para diferentes povos.

Desenvolvido pelo Observatório da Cidadania em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o painel organiza informações que vão desde natalidade até moradia e distribuição territorial nos 79 municípios. A base de dados permite um diagnóstico mais completo da realidade indígena.

Para especialistas e gestores, a ferramenta representa um avanço histórico na formulação de políticas públicas. A ausência de dados, no passado, dificultava ações efetivas e obrigava o contato direto com lideranças para levantamento de informações básicas. Hoje, o acesso estruturado aos dados transforma a forma de planejar ações governamentais.

Além de apoiar a gestão pública, o painel também fortalece as próprias comunidades indígenas na busca por direitos. Com informações consolidadas, torna-se possível reivindicar melhorias com mais precisão e embasamento. Os dados passam a ser instrumentos de voz e representatividade para os povos originários.

Disponível de forma gratuita, o Painel Povos Originários integra uma série de iniciativas voltadas à transparência e ao fortalecimento da cidadania no Estado. A expectativa é de que a ferramenta contribua diretamente para reduzir desigualdades históricas.

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