Policial – 16/02/2013 – 08:02
Réu foi julgado por atirar em William Maksoud em abril de 2006.Defensor que atuou na defesa diz que não sabe ainda se vai recorrer.
Rafael Carlos Masqueda, de 30 anos, foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado pela morte do advogado William Maksoud Filho, ocorrido em abril de 2006, em Campo Grande. O acusado foi a júri popular nesta sexta-feira (15) na cidade. O defensor público Ronald Calixto Nunes, que faz parte da defesa do réu, disse que aguardará até a próxima semana para decidir se entra com recurso.
saiba mais
Depois de atirar na vítima, Masqueda fugiu, foi preso em 2012 no Paraguai e extraditado para o Brasil. Em juízo, já havia confessado o crime e durante o julgamento optou em ficar em silêncio.
Nunes afirmou que seu cliente está preso em Dourados e entrou com pedido de transferência para uma unidade prisional de Campo Grande, pois queria ficar perto dos parentes que moram na cidade. Não há informações se a solicitação foi aceita.
Após o julgamento, o réu foi condenado a 19 anos por homicídio e a 8 anos por formação de quadrilha. As penas serão cumpridas em regime fechado.
O caso
Segundo consta no processo, dois homens entraram no escritório do advogado William Maksoud Filho apresentando-se como clientes. Um deles rendeu o segurança enquanto Masqueda atirou. A vítima recebeu socorro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na Santa Casa de Campo Grande.
Maksoud, conforme a Justiça, prestou serviço de advogado para uma facção criminosa que age dentro e fora de presídios do país, recebendo cerca de R$ 100 mil e uma caminhonete para viabilizar a transferência de um dos membros para Campo Grande, o que não conseguiu.
O grupo, ainda conforme o processo, exigiu que o advogado devolvesse o dinheiro pago pelos serviços. Ele entregou R$ 30 mil e resusou a repassar o que faltava, tendo sido esse o motivo do assassinato. Outras duas pessoas envolvidas no caso já foram condenadas.
Fonte: G1MS


