Presidente e vice da instituição destacam o aumento da demanda, além da necessidade de voluntários e importância do evento para sustentar a entidade
A nova gestão da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Três Lagoas iniciou suas atividades com o desafio de manter e ampliar um trabalho essencial de acolhimento a pacientes oncológicos. Em entrevista ao Jornal da Caçula desta sexta-feira, 10, a presidente Sônia Ivonisko e a vice-presidente Oracilda Freitas destacaram as prioridades da atual administração e a importância do tradicional leilão beneficente para garantir a continuidade dos atendimentos.
Recém-empossada na presidência, Sônia Ivonisko ressaltou que o foco inicial é dar sequência aos projetos já existentes, promovendo ajustes conforme as novas demandas. Segundo ela, o trabalho é coletivo e depende diretamente do engajamento de voluntários. “Atualmente contamos com mais de 100 voluntárias, mas precisamos constantemente de novas pessoas dispostas a contribuir. A rede existe graças a esse espírito de solidariedade”, afirmou.

Com duas décadas de atuação na instituição, a vice-presidente Oracilda Freitas destacou que, apesar da relevância do trabalho, a adesão de novos voluntários tem diminuído ao longo dos anos, o que acende um alerta para o futuro da entidade. “As pessoas querem ajudar, mas muitas vezes não conseguem se dedicar como é necessário. O leilão, por exemplo, exige esforço, presença e mobilização. É um trabalho intenso, mas extremamente gratificante”, pontuou.
A Rede Feminina atende atualmente dezenas de pacientes, oferecendo suporte emocional, psicológico e social, além de atividades terapêuticas e auxílio com alimentação e transporte. Segundo a diretoria, a demanda tem crescido, acompanhando o aumento de diagnósticos, inclusive entre pessoas mais jovens.
Um dos principais pilares para a manutenção da entidade é o leilão beneficente, que chega à sua 17ª edição no próximo dia 26 de abril. A expectativa é arrecadar cerca de R$ 300 mil, valor fundamental para cobrir despesas mensais que giram entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.

“O leilão é o nosso carro-chefe. É dele que saem recursos para manter os atendimentos ao longo do ano. Sem esse evento, não conseguimos sustentar a rede”, explicou Sônia.
O evento contará com churrasco, leilão de animais, produtos e serviços doados pela comunidade. Os convites estão sendo vendidos a R$ 80 na sede da instituição, que também segue recebendo doações até o dia do evento. Além de arrecadar recursos, o leilão também é um momento de integração da comunidade, fortalecendo a rede de apoio aos pacientes atendidos.


