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segunda-feira, 29 de junho, 2026

MS lidera ranking de bullying contra estudantes com deficiência

Dados revelam ainda alta incidência de humilhações por aparência e colocam Campo Grande entre as capitais com maiores índices.

Mato Grosso do Sul aparece no topo de um ranking preocupante: é o estado brasileiro com maior proporção de estudantes de 13 a 17 anos que admitem ter praticado bullying contra colegas por conta de deficiência. O índice chega a 12,3% entre aqueles que disseram já ter humilhado outros alunos.

Os dados são da IBGE, por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, que traça um panorama sobre comportamento e saúde de adolescentes em todo o país.

Além da deficiência, a aparência física também aparece como um dos principais fatores de agressão. No Estado, 21,3% dos estudantes que praticaram bullying afirmaram ter usado características do corpo como motivo, o que coloca Mato Grosso do Sul na segunda posição nacional nesse tipo de ocorrência.

A situação também se reflete entre as vítimas. Cerca de 27,8% dos estudantes relataram ter sido humilhados por causa da aparência, percentual que igualmente posiciona o Estado entre os mais afetados do Brasil.

Em Campo Grande, os números são ainda mais expressivos. A capital lidera entre as capitais brasileiras quando o motivo das agressões envolve roupas, calçados ou materiais escolares, com 20,1%. Também ocupa a segunda posição em casos de humilhação relacionados ao sotaque ou modo de falar, com 19,2%.

A pesquisa também revela um cenário de insatisfação com o próprio corpo, especialmente entre meninas. Entre estudantes do sexo feminino, 38,9% demonstram descontentamento com a própria aparência, enquanto entre os meninos o índice é de 20,7%. No geral, quase 30% dos jovens sul-mato-grossenses afirmam não estar satisfeitos com o próprio corpo.

Apesar disso, a maioria, 56,1% declarou estar satisfeita ou muito satisfeita com a própria imagem, colocando o Estado na quinta posição nacional nesse aspecto.

Especialistas alertam que os dados evidenciam a necessidade de ações mais efetivas dentro das escolas, com foco na inclusão, respeito às diferenças e combate ao bullying. O cenário reforça o desafio de promover ambientes escolares mais seguros e acolhedores para todos os estudantes.

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