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Três Lagoas
quarta-feira, 18 de março, 2026

Subcomandante do 2º BPM detalha resultados de ‘Operação Approximattus’ em Três Lagoas

Cap. José Flávio Barbosa reforçou sobre as ações, que integram polícia, Prefeitura e comunidade para reduzir crimes e aumentar a sensação de segurança na região

Durante entrevista concedida nesta quarta-feira, 18, ao Café da Manhã, da 96 Caçula, o subcomandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, capitão José Flávio Barbosa de Moura, apresentou um panorama completo da Operação Approximattus, realizada em Três Lagoas, com foco inicial no bairro Paranapungá.

Logo no início da conversa, o capitão destacou o principal objetivo da operação: estreitar laços entre a polícia e a comunidade. “A operação teve esse intuito de aproximação, não só da Polícia Militar, mas também dos serviços públicos”, afirmou.

Segundo ele, a ação começou no dia 4 de março, com base em um amplo levantamento estratégico. “Foi feito um mapeamento, análise de dados e informações, analisando fatores que influenciam diretamente na segurança pública”, explicou.

Um dos pontos centrais da operação foi a atuação conjunta entre diferentes instituições. De acordo com o subcomandante, o planejamento envolveu não apenas a Polícia Militar, mas também a Polícia Civil e diversos setores da administração municipal.

“Houve tratativas e planejamentos com órgãos municipais, como infraestrutura, assistência social e saúde. Foi uma aproximação não só da Polícia Militar, mas também dos serviços públicos”, destacou.

Como resultado dessa integração, além das ações policiais, o bairro recebeu reforço em serviços essenciais, como limpeza urbana, manutenção de vias e melhorias na iluminação pública, fatores considerados decisivos para a redução da criminalidade.

Na parte operacional, a ação teve impacto direto no combate ao tráfico de drogas. “No dia 6 de março foram cumpridos oito mandados de busca, resultando em prisão em flagrante, apreensão de uma pistola calibre 9mm e cerca de R$ 10 mil”, relatou o capitão.

Ele reforçou que o sucesso da operação não se resume à repressão. “Não é só o policiamento. Existem fatores ambientais e estruturais que influenciam diretamente na segurança pública”, pontuou.

O bairro Paranapungá foi escolhido após análise criteriosa. Segundo o subcomandante, a decisão não se baseou apenas em índices criminais. “Foram analisados fatores estruturais, como terrenos abandonados e imóveis mal conservados, que acabam favorecendo a prática de delitos”, explicou.

Esses espaços, conforme destacado na entrevista, eram frequentemente utilizados para esconder objetos furtados ou para o consumo de drogas, prejudicando diretamente os moradores da região.

Outro destaque da operação foi a participação ativa da população. O capitão enfatizou que a receptividade foi positiva desde o planejamento. “A resposta da população foi bastante receptiva. Houve participação da Associação de Moradores e apoio às ações”, afirmou.

Ele ainda ressaltou a importância das denúncias anônimas: “Nada melhor do que os olhos de quem vive no bairro para perceber alguma anormalidade. Essa participação é fundamental para a atuação da Polícia Militar”.

Com o encerramento da primeira fase nesta quarta-feira, 18, a operação entra agora em etapa de monitoramento. O policiamento será mantido, ainda que com menor intensidade. “Vamos manter o policiamento, não da mesma intensidade, mas continuar atuando e monitorando os dados e índices da região”, explicou.

O capitão também não descartou a ampliação da operação para outros bairros da cidade. “Há possibilidade de aplicar o mesmo modelo em outras regiões, caso seja identificado essa necessidade”, afirmou.

Durante a entrevista, o subcomandante reforçou os canais de comunicação com a comunidade, destacando o uso do WhatsApp do batalhão para envio de informações. “Pode ser enviada imagem, áudio ou vídeo. E em casos de emergência, a orientação é acionar diretamente o 190”, orientou.

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