Audiência foi suspensa por falta de relatório com extração de conversas do celular do acusado
Foi adiado nesta segunda-feira, 09, o interrogatório de Caio Nascimento, réu pelo feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte. A segunda audiência de instrução e julgamento ocorreu a portas fechadas na 1ª Vara do Tribunal do Júri, mas não foi possível realizar o depoimento do acusado devido à ausência da quebra de sigilo telefônico.
O crime, que teve grande repercussão nacional, completou um ano no último dia 12 de fevereiro. Vanessa foi morta a facadas dentro da própria residência, localizada no bairro São Francisco.
Durante a audiência, era esperado que Caio prestasse depoimento no período da tarde, além da oitiva de outras duas testemunhas, entre elas um amigo da jornalista. No entanto, o interrogatório acabou sendo suspenso porque ainda não foi concluído o relatório de extração das conversas do aplicativo WhatsApp do celular do réu.
Segundo o advogado de defesa, Renato Franco, o acusado tem o direito de ser ouvido por último no processo, após a análise de todos os elementos reunidos na investigação. “Estávamos preparados para o interrogatório. Ele tem direito de ser ouvido por último e, sabendo a gravidade do caso, ele tem a propriedade de esclarecer. Falta o relatório de extração do aparelho celular do Caio”, explicou.
Com o adiamento, a Justiça deverá marcar uma terceira audiência para dar continuidade ao processo. A nova data, porém, dependerá da entrega do relatório final produzido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela análise do conteúdo do celular.
De acordo com a defesa, o prazo para a conclusão do documento pode variar entre cinco e dez dias. Após a entrega, as partes terão acesso ao material antes da realização do interrogatório do acusado.


