Policial – 08/02/2013 – 09:02
Um ato arriscado acabou com o sequestro relâmpago do tecnólogo Plínio Tolentino Rodrigues, de 41 anos, e da analista Michele Toledo de Freitas Tolentino, de 32 anos, na manhã de ontem, em Cotia, município da Grande São Paulo.
Com o assaltante ainda a bordo do carro, Plínio aproveitou a proximidade de uma base da Polícia Militar e parou o veículo dentro da unidade, enquanto sua mulher deu uma gravata no criminoso. Os PMs da base da Avenida Roque Celestino Pires, em Caucaia do Alto, distrito de Cotia, então prenderam em flagrante o ajudante geral Khaik dos Santos Claudio, de 18 anos.
O sequestro começou às 6h10 de ontem, no Mercado Municipal de Cotia, na Avenida Professor José Barreto, quando Plínio e Michele foram abordados no estacionamento por Khaik e um cúmplice não identificado, que estava armado. Anunciado o assalto, os quatro foram com o carro do casal, um Meriva Joy, até um caixa eletrônico no centro de Cotia, onde segundo Khaik eles sacariam R$ 1 mil.
No caminho, o parceiro de Khaik, que estava ao volante do Meriva, perdeu o controle e bateu em outro carro. O motorista do veículo atingido desceu para tirar satisfação. Armado, o parceiro de Khaik também desceu. “Dizia para o rapaz voltar para o carro dele”, disse Plínio. Enquanto isso, Khaik resolveu continuar o sequestro e, ameçando Plínio, ordenou que o tecnólogo seguisse para Caucaia do Alto para sacar dinheiro.
Uma vez em Caucaia, Plínio desconfiou que Khaik estava desarmado e, assim que avistou a base com policiais, resolveu entrar com o carro. “Olhei minha mulher pelo retrovisor e percebi que ela entendeu: agiríamos ali, juntos”, disse o tecnólogo. Michele segurou o assaltante pelo pescoço e os PMs prenderam o rapaz.
Khaik havia tomado dois celulares, um iPod e R$ 10 das vítimas. Ele não tinha passagens pela polícia e disse aos policiais que resolveu fazer o sequestro “porque viu a geladeira sem comida e sentiu desespero”.
“Apesar da coragem, a polícia não recomenda que vítimas reajam a assaltos ou sequestros. O final da história pode ser muito diferente”, alertou o chefe dos investigadores Alexandre Graciano.
Fonte: Portal Terra


