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terça-feira, 13 de janeiro, 2026

Volume de serviços cai 0,9% em MS no mês que antecede festas de fim de ano

Levantamento do IBGE aponta retração em novembro, enquanto maioria dos estados também registrou recuo no período

O volume de serviços em Mato Grosso do Sul registrou queda de 0,9% em novembro de 2025, mês que antecede o período de maior movimento do comércio e do setor de serviços por conta das festas de Natal e Ano Novo. Os dados constam na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado interrompe a alta observada em outubro, quando o Estado havia registrado crescimento de 5% no volume de serviços. Apesar da retração mensal, o desempenho anual segue positivo. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice passou de 3,3% em outubro de 2024 para 4,5% em novembro de 2025.

Na comparação com novembro do ano anterior, sem ajuste sazonal, o volume de serviços em Mato Grosso do Sul apresentou aumento de 6,2%. Já no acumulado de 2025, o crescimento foi de 5,7% em relação ao mesmo período de 2024, segundo o IBGE.

No cenário nacional, Mato Grosso do Sul integra o grupo de 17 das 27 Unidades da Federação que registraram queda no volume de serviços em novembro, na série com ajuste sazonal. O movimento acompanha o resultado do Brasil, que apresentou leve recuo de 0,1% no período.

Mesmo com a variação negativa, o volume de serviços no país permanece 20% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e apenas 0,1% abaixo do recorde histórico alcançado em outubro de 2025.

Entre as atividades analisadas nacionalmente, apenas transportes, que caiu 1,4%, e informação e comunicação, com recuo de 0,7%, tiveram desempenho negativo. Em contrapartida, os serviços profissionais e administrativos cresceram 1,3%, enquanto outros serviços avançaram 0,5%. Os serviços prestados às famílias ficaram estáveis.

Estados como São Paulo, Minas Gerais, Pará e Pernambuco apresentaram os melhores desempenhos no mês. Já os principais impactos negativos foram registrados no Distrito Federal, Amazonas, Bahia e Rio de Janeiro.

O gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, Rodrigo Lobo, avalia que o resultado nacional reflete a manutenção do setor em patamar elevado, já que o mês anterior havia marcado o ponto mais alto da série histórica, iniciada em 2011. Segundo ele, o setor de transportes foi o principal responsável pela queda, pressionado por segmentos como transporte aéreo e rodoviário coletivo de passageiros.

Lobo também destaca o dinamismo do segmento de informação e comunicação no período pós-pandemia, impulsionado pela crescente demanda por serviços de tecnologia da informação, desenvolvimento de softwares, tratamento de dados e provedores de conteúdo, que seguem como um dos principais motores do setor de serviços no país.

com Informações Correio do Estado

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