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Três Lagoas
sexta-feira, 24 de abril, 2026

Corpo de Bombeiros reforça cuidados durante as férias mesmo após queda nas mortes por afogamento em 2025

Dados apontam redução significativa nos casos fatais, mas bombeiros alertam que imprudência, consumo de álcool e locais sem fiscalização ainda representam risco durante o período de férias e altas temperaturas

Com a chegada do verão, iniciado oficialmente em 21 de dezembro e que segue até 20 de março, o 5° Grupamento de Bombeiros Militar de Três Lagoas (5°GBM) intensifica o alerta à população sobre os riscos de afogamento em rios e áreas não apropriadas para banho. As altas temperaturas, que facilmente ultrapassam os 37 °C, aumentam a procura por locais como a Cascalheira, o Rio Sucuriú e o Rio Paraná, elevando também o perigo de acidentes.

O alerta ganhou ainda mais força após uma ocorrência registrada recentemente na Cascalheira neste final de semana, onde um jovem de 21 anos foi salvo após princípio de afogamento. Em entrevista ao ‘Ronda Policial’ da Caçula FM desta segunda-feira, 12, o Ten. Cândido, com quase 29 anos de carreira no Corpo de Bombeiros, a rápida ação dos populares e das equipes de resgate foi decisiva para evitar uma tragédia. O rapaz foi encontrado submerso por pouco tempo, retirado da água, reanimado pelos bombeiros, entubado com apoio do Samu e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, onde sobreviveu. “Foi um verdadeiro milagre. Se demorasse mais alguns minutos, ele viraria estatística”, afirmou o militar.

O tenente explicou que a Cascalheira é um local extremamente perigoso, apesar de atrair cada vez mais frequentadores. O risco está relacionado à dinâmica da água, que muda conforme o funcionamento da usina de Jupiá, formando redemoinhos e correntes inesperadas, além do fundo irregular, com sedimentos móveis, tocos, raízes submersas e grandes profundidades. “É um lugar que nunca foi preparado para banho. Não tem demarcação, não tem guarda-vidas, não tem estrutura nenhuma”, alertou.

Dados do Corpo de Bombeiros mostram que, em 2024, Três Lagoas registrou seis mortes por afogamento, enquanto em 2025 esse número caiu para três. A meta, segundo o tenente, é reduzir ainda mais os casos. Ele destaca que, desde a reestruturação do Balneário Municipal, nenhum afogamento foi registrado no local, justamente por contar com fiscalização, demarcação da área, guarda-vidas, boias de segurança e barreiras de proteção contra arraias.

Outro ponto de atenção reforçado pelo Corpo de Bombeiros é a combinação perigosa entre bebida alcoólica e atividades aquáticas. “Bebeu, não pilota. Bebeu, não entra na água. O álcool dá falsa sensação de confiança e aumenta muito o risco de afogamento”, ressaltou Cândido. A fiscalização da Marinha tem sido intensificada na região, com notificações, multas e apreensões de embarcações, além da exigência de habilitação para condução de motos aquáticas.

O tenente também chamou a atenção para o cuidado com crianças, destacando que poucos segundos de descuido podem ser fatais. “Criança não tem noção de perigo. E o adulto alcoolizado também perde o juízo. Coletes salva-vidas e supervisão constante salvam vidas”, enfatizou.

Por fim, o Corpo de Bombeiros reforça que o Balneário Municipal é o único local oficialmente preparado e seguro para banho em Três Lagoas. A orientação é clara: evitar áreas não regulamentadas, respeitar a fiscalização e adotar comportamentos responsáveis. “O lazer só é completo quando todos voltam para casa em segurança”, concluiu.

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