Vendas externas da proteína cresceram 56% em 2025 e impulsionaram resultado histórico do comércio exterior do Estado
Mesmo em um cenário internacional marcado por tarifaço, disputas comerciais e aumento do protecionismo, Mato Grosso do Sul alcançou em 2025 o maior valor da história em exportações de carne bovina. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que o Estado faturou US$ 1,907 bilhão com as vendas externas da proteína, crescimento de 56% em relação a 2024.
No volume embarcado, o avanço também foi expressivo. Ao longo do ano passado, foram exportadas 346.738 toneladas de carne bovina, alta de 35% na comparação com as 256.992 toneladas enviadas ao exterior em 2024. O desempenho foi decisivo para que Mato Grosso do Sul encerrasse o ano com recorde geral de exportações, totalizando US$ 10,7 bilhões em vendas externas.
A evolução do setor é ainda mais significativa quando analisada em um horizonte de dez anos. Em 2016, as exportações de carne bovina somavam US$ 512,3 milhões, com 145.402 toneladas embarcadas. Em 2025, o faturamento quase quadruplicou, consolidando a proteína como um dos pilares do comércio exterior sul-mato-grossense e contribuindo para o crescimento de 7,51% no valor total exportado pelo Estado em relação ao ano anterior.
Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o resultado é ainda mais relevante diante do cenário internacional adverso, que incluiu restrições impostas por mercados estratégicos, como os Estados Unidos, segundo principal destino da carne bovina de Mato Grosso do Sul. Ele destacou a capacidade de adaptação da economia estadual, com realocação de produtos para outros mercados e manutenção do fluxo de produção.
A pauta exportadora do Estado segue concentrada em três grandes cadeias produtivas. Em 2025, a celulose liderou as exportações, com participação de 28,98% do total, seguida pela soja, com cerca de 22%, e pela carne bovina, que respondeu por 17% das vendas externas. Já do lado das importações, o Estado registrou retração de 3,4%, somando US$ 2,8 bilhões, com destaque para o gás natural, máquinas para a indústria de papel e celulose e cobre.
O desempenho positivo também foi favorecido pela logística, com o Porto de Santos mantendo-se como principal via de escoamento, além do crescimento do setor mineral, que registrou recorde na exportação de minério de ferro. Entre os municípios, Três Lagoas liderou as exportações estaduais, seguida por Ribas do Rio Pardo, impulsionadas principalmente pela indústria de celulose.
Com informações Correio do Estado


