Policial – 02/02/2013 – 17:02
Uma menina de 11 anos foi morta com um tiro de espingarda calibre 12 disparado por um segurança que fazia escolta de um caminhão de entregas, em Itaquaquecetuba (Grande SP).
Segundo testemunhas, o disparou ocorreu depois de um bate-boca entre três moradores da favela da Tubulação e os vigilantes que escoltavam um caminhão de entregas. Segundo relatos, o vigilante Roberto Silva Monteiro, 40 anos, atirou na direção de um dos moradores no instante em que a estudante Jaiane Cirino da Silva passava pelo local para ir à padaria. Ela foi atingida no tórax. Levada ao pronto-socorro de Poá (Grande SP) por vizinhos, morreu em seguida.
Monteiro foi preso em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar. Ele alega, porém, que estava se defendendo de uma tentativa de assalto e que dois tiros foram disparados na direção dele.
Resposta
O advogado Vitor Nagib Eluf, que defende a S.S.W.A.T. Segurança e Vigilância Ltda., disse que o funcionário da empresa Roberto Silva Monteiro cumpriu o seu dever como segurança ao fazer o disparo.
Eluf afirma que dois tiros foram dados antes de Monteiro reagir.
“Ele não cometeu crime, agiu em legítima defesa e cumpriu o seu dever de segurança, que era proteger o colega de escolta, o ajudante e o motorista do caminhão”, disse.
O defensor também falou que o comboio foi ameaçado ao entrar e ao sair da favela.
Fonte: Uol Notícias


