Ponte internacional, fábrica de celulose, duplicações de rodovias e obras urbanas somam bilhões em investimentos no Estado
Mato Grosso do Sul inicia 2026 com uma série de grandes obras em andamento ou com previsão de avanço significativo ao longo do ano. Espalhados por diferentes regiões do Estado, os projetos envolvem infraestrutura logística, mobilidade urbana e expansão industrial, com impacto direto na economia e no desenvolvimento de municípios do interior. Juntas, as chamadas megaobras somam mais de R$ 25,5 bilhões em investimentos.
Entre os principais projetos está a Ponte Carmelo Peralta, que vai ligar Porto Murtinho, no Brasil, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. Considerada a principal obra da Rota Bioceânica, a ponte é estratégica para o corredor que conectará o Brasil ao Oceano Pacífico, passando por Paraguai, Argentina e Chile.
Do lado brasileiro, a obra encerrou 2025 com cerca de 80% de execução e tem entrega prevista para o primeiro semestre de 2026. Somente o trecho sul-mato-grossense da rota concentra aproximadamente R$ 472 milhões em investimentos.
Outro empreendimento de grande porte aguardado para 2026 é a fábrica de celulose da Arauco, no município de Inocência, a cerca de 330 quilômetros de Campo Grande. O pico das obras está previsto para este ano, com investimento estimado em R$ 25 bilhões. A expectativa é de forte impacto demográfico e econômico, já que a cidade, com menos de 10 mil habitantes, pode chegar a cerca de 32 mil moradores durante o período de construção. A inauguração da unidade, no entanto, está prevista para 2027.
Na área de logística rodoviária, a duplicação da BR-163 segue como uma das principais frentes de obras no Estado. A concessionária Motiva Pantanal, vencedora do leilão da rodovia, deverá duplicar 203 quilômetros ao longo dos 29 anos de concessão, mas alguns trechos já avançam em 2026.
As frentes de trabalho estão concentradas em Campo Grande, Jaraguari e Bandeirantes, além de faixas adicionais em Mundo Novo, com serviços de pavimentação, drenagem, terraplenagem e implantação de dispositivos de segurança.
Em Campo Grande, obras aguardadas há décadas também entram na reta final. A revitalização da Avenida Ernesto Geisel, com foco na contenção de enchentes e erosões no Rio Anhanduí, tem previsão de conclusão até fevereiro de 2026. O investimento é de R$ 20,9 milhões e, até o segundo semestre de 2025, cerca de 65% da obra já havia sido executada.
Outro projeto urbano que deve ser entregue em 2026 é o corredor de ônibus da Avenida Gunter Hans. Após anos de paralisação, a obra foi retomada em 2025 e prevê a implantação de quatro plataformas de embarque e desembarque entre o Trevo Imbirussu e o Terminal Aero Rancho. O contrato, no valor de R$ 9,6 milhões, foi firmado com a empresa Engevil Engenharia.
Por fim, a revitalização da antiga rodoviária de Campo Grande, o Terminal Heitor Eduardo Laburu, também teve novo prazo estabelecido. A Prefeitura prevê a conclusão da obra até junho de 2026. Iniciada em 2022, a reforma passou por sucessivos adiamentos, sendo o mais recente motivado pela necessidade de uma nova licitação para a instalação do sistema de climatização.
Com obras que vão de ligações internacionais a intervenções urbanas históricas, 2026 se desenha como um ano decisivo para a infraestrutura e o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul.
Com informações do Jornal Midiamax


