Geral – 02/02/2013 – 14:02
Carlos Alberto Webber, proprietário da empresa que vendeu os extintores de incêndio para a boate Kiss, onde 236 pessoas morreram em incêndio na madrugada e domingo (27), afirmou que recarregou e lacrou os cinco extintores da casa noturna em 19 de outubro de 2012, tendo devolvido os produtos pessoalmente para um funcionário do estabelecimento. Em entrevista exclusiva ao G1, ele disse que os extintores são legais e que a manutenção é feita pela empresa de maneira idônea por fornecedores habilitados.
Sobreviventes da tragédia relataram que pelo menos um extintor de incêndio foi manipulado quando o incêndio teve início, mas o dispositivo de segurança não teria funcionado. Por conta disso, o delegado regional Marcelo Arigony afirmou, na terça-feira (29), que os equipamentos poderiam ser falsificados. “Segundo testemunhas e provas preliminares, os extintores podem ser falsos, pois não estavam funcionando, não funcionavam direito”, disse.
“Com certeza nossos extintores não eram falsificados. Te dou certeza disso. A polícia falou que podia ser falsificado com base em depoimentos. Mas ontem (quinta, 31) eu prestei depoimento e entreguei a documentação sobre isso”, disse Webber
A recarga de cinco extintores de 4 kg do modelo ABC, que combate fogo em papéis, líquidos inflamáveis e material elétrico, custou R$ 250, segundo Webber. A Previne Equipamentos de Proteção, localizada na Avenida João Luiz Pozzobom, presta serviço para a boate Kiss desde que a casa noturna foi criada, em 2009.
Fonte: G1


