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Três Lagoas
sábado, 7 de novembro, 2026

Dia do Radialista: vozes que marcaram gerações em Três Lagoas

Homenagem relembra comunicadores que construíram a história do rádio no município, desde os pioneiros até profissionais que se tornaram referência para os ouvintes.

Neste Dia do Radialista, celebrado em 7 de novembro, a homenagem vai além das vozes que marcaram gerações e também resgata a história de quem ajudou a construir a comunicação em Três Lagoas. A fotografia histórica da fundação da Associação Três-lagoense de Imprensa (ATI), capa desta matéria inclusive registra um momento importante para a imprensa local e reúne personagens que fizeram parte dessa trajetória. Muitos rostos podem despertar lembranças e histórias de uma época em que o rádio e o jornalismo aproximavam a comunidade e ajudavam a contar o dia a dia da cidade.

A data é celebrada em 7 de novembro em referência ao nascimento do compositor, músico e radialista Ary Barroso, em 1903. A comemoração foi instituída oficialmente pela Lei Federal nº 11.327, de 2006.

E você, conhece os radialistas que fizeram história em Três Lagoas? Será que consegue reconhecer os profissionais que, por décadas, emprestaram suas vozes ao rádio, levaram notícias aos lares, apresentaram programas de sucesso e conquistaram a confiança dos ouvintes? Muitos deles se tornaram referências na comunicação local e ajudaram a construir a identidade do rádio três-lagoense. Vamos relembrar esses nomes e descobrir quantos ainda estão vivos na memória da população.

Entre os nomes que marcaram a trajetória do rádio três-lagoense está Romeu de Campos Júnior, diretor-proprietário da Rádio Caçula por 28 anos. Ele ficou conhecido pelo programa “Linha Direta com a Notícia”, que estreou em julho de 1993 e conquistou grande audiência. Com uma voz marcante, entrevistava autoridades, lideranças políticas e personalidades, além de dar espaço às reivindicações da população. Romeu também foi vereador entre 1996 e 2000. Morreu em fevereiro de 2022, aos 70 anos.

Romeu de Campos Júnior.

Outro nome importante é José Cardoso Filho, conhecido como Cardosinho. Ele iniciou a carreira em outubro de 1963, trabalhando como mesário na Rádio Caçula, e dedicou 59 anos ao rádio. Ao longo da trajetória, passou pela Rádio Difusora e pelo Grupo RCN, onde apresentou programas como “Viola Caipira” e “Domingão na Fronteira”, na Cultura FM. Também abriu espaço para violeiros, cantores e grupos musicais da cidade. Morreu em abril de 2022, aos 73 anos.

Adão Boni também deixou sua marca na comunicação local. Começou a trabalhar no rádio em 1969 e iniciou a carreira como locutor em 1976. Passou por diferentes emissoras de Três Lagoas e, em sua última fase profissional, integrou a equipe da Cultura FM, onde comandou programas como “Viola Caipira”, “Amigos da Cultura” e “Domingão da Fronteira”. Morreu em agosto de 2023, aos 65 anos.

A história da Rádio Caçula também tem a marca de Altair Rocha, que integrou a equipe da emissora desde a década de 1980. Conhecido pela voz marcante, atuou na comunicação local por décadas, levando informação, prestação de serviço e notícias policiais aos ouvintes e por ser a voz padrão da emissora por muitos anos. Morreu em junho de 2026, aos 77 anos.

Outro comunicador lembrado é Francisco de Andrade, conhecido como Chico de Andrade ou “O Homem Amizade do Rádio”. Com mais de 28 anos de atuação, trabalhou em todas as emissoras da cidade, incluindo a Caçula. Sua voz grave e a proximidade com os ouvintes fizeram dele um dos profissionais tradicionais do rádio três-lagoense. Morreu em novembro de 2013.

Léo Soto também ocupa lugar especial nessa história. Ele começou no rádio na década de 1960, aos 17 anos, na Rádio Difusora. Ao longo da carreira, apresentou artistas de renome nacional que passaram pela Expotrês, como Nelson Gonçalves, Tonico e Tinoco, Roberto Leal, Gretchen, Vanusa, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, além de João Paulo e Daniel. Também participou de eventos que marcaram a vida cultural do município.

Na memória dos programas que fizeram época está ainda Ray Santos, conhecido como Bigode. Ao lado de Romeu de Campos, idealizou e comandou, entre as décadas de 1970 e 1980, o programa “Vale Tudo”, que reunia nomes importantes da comunicação local, entre eles Adilson Silva e Tuno. Mais tarde, Ray também ganhou destaque com o programa “Café da Manhã”, no qual entrevistava personalidades da cidade. Conforme registro publicado em julho de 2026, ele continuava atuante na comunicação e na direção do jornal Dia a Dia.

Outro nome de destaque é Antônio José Tuno Corrêa da Costa, conhecido como Tuno. Radialista e poeta, participou do programa “Vale Tudo” e ficou conhecido também por suas opiniões e atuação na vida pública, tendo ocupado uma cadeira na Câmara Municipal.

A história do rádio em Três Lagoas passa ainda por profissionais como Adonildo Santos, que começou a trabalhar com radiojornalismo ainda adolescente e, aos 17 anos, já apresentava programas. Em 2007, era apontado como um dos pioneiros da comunicação local, com trajetória ligada à Rádio Difusora.

Adilson Silva também marcou a história do rádio três-lagoense. Com mais de 40 anos dedicados à comunicação, iniciou a carreira como repórter na Rádio Caçula, passou pelas rádios Difusora e Cidade e, nos últimos anos, integrou a equipe da Pantanal FM. Participou de programas históricos, como “Vale Tudo” e “A Noite no Rádio”, e ficou conhecido pela cobertura política e pelos comentários sobre os acontecimentos locais, estaduais e nacionais. Adilson morreu em 22 de julho de 2026, aos 59 anos, deixando uma trajetória de contribuição ao jornalismo e à radiodifusão de Três Lagoas.

A contribuição de outros profissionais também merece ser lembrada. Entre os nomes citados por ouvintes e pessoas que acompanham a história da comunicação local estão Flávio José, Maguila, Valdeci da Silva, Chico Bomba, Nenê Veloso, Juvas Moreira, conhecido como Vená, João Maria Vicente, Cláudio Ferreira, Cristina Gomes, Eleir Rocha e Nilo Capelo Sobrinho. São nomes que integram as lembranças de diferentes épocas do rádio e da comunicação em Três Lagoas.

Também não se pode esquecer de Wilson Alaman, que ficou conhecido pelas reportagens externas da área policial da Rádio Caçula nos anos 1990. Utilizando uma Fiat Fiorino como unidade móvel, percorria a cidade em busca de informações e notícias. Seu estilo de reportagem marcou uma geração de ouvintes e chegou a ganhar destaque nacional no programa Fantástico, da TV Globo.

A trajetória do rádio três-lagoense também está ligada à história das emissoras e de seus pioneiros. A Rádio Caçula, fundada por Romeu de Campos em 1955, foi a primeira emissora do município e abriu caminho para gerações de profissionais. A Rádio Difusora e, posteriormente, outras emissoras ampliaram o espaço para informação, música, entretenimento e participação popular.

Mais do que apresentar músicas ou notícias, esses profissionais ajudaram a contar a história de Três Lagoas. Acompanhavam o cotidiano dos moradores, davam espaço aos artistas locais, transmitiam informações importantes e criavam vínculos com quem estava do outro lado do aparelho.

Neste Dia do Radialista, a homenagem se estende a todos os profissionais que fizeram e continuam fazendo parte dessa trajetória. Alguns já se despediram dos microfones, outros seguem trabalhando e há aqueles cujas histórias ainda precisam ser resgatadas. As vozes podem até ter se calado, mas os programas, as entrevistas, os bordões e as lembranças permanecem vivos na memória dos ouvintes e na história da comunicação três-lagoense.

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