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Rebeldes colombianos vão libertar 6 reféns e cobram trocas

Internacional – 26/01/2012 – 09:01

Um comandante das Farc identificou seis reféns, entre militares e policiais, que a guerrilha vai libertar nas próximas semanas, e propôs uma mudança constitucional para pedir a troca de guerrilheiros presos por pessoas mantidas em cativeiro na selva colombiana.

Ivan Márquez, em um vídeo divulgado nesta quarta-feira, descreveu a próxima libertação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como “um ato de paz”.

O comandante barbado, que usava roupas em verde-oliva e estava sentado em uma escrivaninha no que disse serem as montanhas da Colômbia, faz parte do secretariado de sete membros que lidera o grupo financiado pelo tráfico de drogas.

Os seis cativos são parte dos onze membros das Forças Armadas colombianas que são mantidos reféns pelas Farc há mais de uma década. O grupo rebelde também mantém pelo menos 300 civis presos em cativeiro.

“As famílias dos prisioneiros de guerra querem que seus entes amados voltem vivos para casa”, disse Márquez em seu primeiro comunicado gravado desde 2007, quando ele apareceu junto com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no palácio presidencial de Caracas.

O vídeo é o último de uma série de mensagens de paz feitas pela insurgência com quase cinco décadas de existência desde que tropas mataram seu líder, Alfonso Cano, no final do ano passado. O comandante rebelde Timochenko assumiu seu lugar.

O grupo sofreu pesadas derrotas na última década, já que uma ofensiva apoiada pelos Estados Unidos comprometeu sua capacidade de se movimentar facilmente em toda a nação andina e uma rede de espionagem ajuda o governo a capturar ou matar comandantes das Farc.

Márquez pediu que o presidente Juan Manuel Santos alterasse a Constituição e tornasse obrigatório a libertação de centenas de rebeldes das Farc capturados em troca de reféns policiais e militares que o grupo mantém em campos na selva.

“Enquanto o conflito continua, a troca de prisioneiros de guerra deveria ser uma norma constitucional, uma que obriga o Estado a cumprir”, disse Márquez.

“A libertação unilateral desses seis prisioneiros de guerra é um ato de paz, que contradiz a conversa daqueles que exigem de nós atos e palavras, enquanto eles se calam perante a completa ausência de tais gestos pelo Estado”.

Fonte: Reuters

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