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terça-feira, 17 de fevereiro, 2026

Comércio de Soja perde força no Brasil

O ritmo de venda da soja na safra brasileira 2022/23 está apresentando uma desaceleração ao longo do mês de maio e nos primeiros dias de junho, em comparação com o avanço registrado em abril.

Os produtores estão enfrentando dificuldades devido à queda dos preços no Brasil, o que tem levado a uma diminuição nas negociações. Esse declínio pode ser atribuído à necessidade dos produtores de obter recursos financeiros e liberar espaço de armazenagem em preparação para a colheita da safrinha de milho nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Esses fatores têm exercido influência sobre a queda das vendas, de acordo com Luiz Fernando Gutierrez Roque, analista e consultor da Safras & Mercado.

Além disso, os prêmios de exportação continuam pressionados pela grande oferta interna, e a recente queda nos contratos futuros em Chicago, refletindo a possibilidade de uma supersafra nos Estados Unidos, tem aumentado a pressão sobre os preços da soja brasileira. Esse contexto resultou em um mês negativo para o mercado da soja em maio, desencorajando ainda mais os produtores, que não estão dispostos a aceitar preços próximos aos custos de produção.

Em várias regiões do país, a margem de lucro dos produtores está próxima de zero, criando um ambiente bastante diferente do observado nos últimos anos.

No entanto, muitos produtores precisam avançar com as vendas para cumprir obrigações financeiras de curto prazo e liberar espaço nos armazéns, em preparação para a chegada da safra recorde de milho.

É importante destacar que ainda existe uma oferta considerável de soja no Brasil, e a demora no escoamento dessa superprodução tende a prejudicar os produtores nos próximos meses, mesmo que haja uma tendência de recuperação dos preços no segundo semestre, conforme alertado pelo consultor.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Safras & Mercado, com dados coletados até 2 de junho, já foram vendidos 56,7% da safra brasileira de soja 2022/23, representando um aumento de 5,7 pontos percentuais em comparação com o mês anterior (51,0%).

Esse percentual corresponde a aproximadamente 88,177 milhões de toneladas negociadas, de uma safra estimada em 155,656 milhões de toneladas.

No mesmo período do ano anterior, o percentual de vendas era de 65,9%, enquanto a média dos últimos cinco anos foi de 73,0%.

Em relação à nova safra brasileira de soja (2023/24), apenas 8,1% teoricamente foi comercializado em relação a uma produção ainda hipotética, com base na safra 2022/23.

No mesmo período do ano passado, o percentual era de 13,3%. A média dos últimos cinco anos para o mesmo período foi de 17,7%.

Informações por: Canal Rural

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