Geral – 02/08/2012 – 14:08
Na segunda sessão após o retorno do recesso parlamentar, o deputado estadual Cabo Almi (PT) subia à tribuna da Assembleia Legislativa para criticar o julgamento do mensalão em período eleitoral. Para ele, a decisão “tem interesse de prejudicar o PT e tirar o foco da CPMI do Cachoeira”, em andamento no Congresso Nacional.
“É inoportuno esse julgamento em época de eleição. Não é que eu não queira que julgue, pelo contrário, mas, como o processo já vem se arrastando por anos, poderia esperar o fim da eleição e evitar a contaminação da discussão no pleito”, defendeu.
Para o petista, neste momento a população “precisa estar livre para escolher seus próximos governantes”. “A repercussão do julgamento pode ser desastrosa para o PT, mudando, inclusive, o resultado das eleições”, comentou.
Na visão de Cabo Almi, a decisão de realizar o julgamento em agosto tem influência política. “Os direitistas querem tirar o foco da CPMI do Cachoeira, porque sabem que a população não se contentou com a cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM)”, disparou. “E infelizmente a gente sabe que a Justiça é política”, emendou.
Presidente regional do DEM, o deputado estadual Zé Teixeira discorda do petista. “Não tem nada a ver eleição municipal com o mensalão, eleição municipal é localizada nos municípios e tem pouca influência os debates no plano nacional”, opinou. “Estão querendo é jogar sujeira para debaixo do tapete”, provocou.
Julgamento começa hoje
Após sete anos das primeiras denúncias, o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a escrever hoje (2) o último capítulo da história do mensalão, o maior processo político já analisado pela Corte. Os 11 ministros definirão se houve esquema de corrupção e compra de apoio para o governo no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, e caso afirmativo, quais foram os responsáveis pelos delitos.
São 38 réus, cerca de 500 testemunhas e mais de 50 mil páginas de autos. A expectativa é que o julgamento se estenda por dois meses.
Fonte: Midiamax


