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Calaboca! E Grita é atração de quarta a sexta no Museu da Imagem e do Som

Geral – 18/06/2012 – 11:06

A Fundação de Cultura do governo de Mato Grosso do Sul apresenta nos dias 20, 21 e 22 de junho (quarta a sexta), sempre às 20 horas, no Museu da Imagem e do Som, o espetáculo teatral experimental “Calaboca! e Grita”.

Os convites serão distribuídos no local a partir das 19 horas nos dias das apresentações e limitados a 60 espectadores por noite. A classificação é de 16 anos.

Escrito e dirigido por Jair Damasceno, o espetáculo foi concebido na linha experimentalista, diferenciando-se em vários aspectos de uma peça teatral convencional. A apresentação começa alguns minutos antes da entrada do público, que assim que entra já encontra uma atmosfera que não identifica com precisão e que o coloca em estado de alerta.

O espaço cênico, dividido em dois, tem pouquíssima luz – assim permanecendo até o final, característica de uma das linguagens utilizadas. Nele apenas se vê alguns vultos e se ouvem ruídos imprecisos até o rompimento do clima através de percussão, ao vivo, que num crescendo provoca a movimentação do Coro, formado por três atuantes.

No outro espaço, surge uma figura humana, feminina (a Solista), que interpreta duas personagens, uma espécie de narradora da personagem na qual ela vai se transformando no decorrer das cenas, personagem essa que culmina com uma espécie de heroína, semelhante às tragédias.

Num jogo cenográfico de claro e escuro, que remete ao “cinema noir”, com luz geralmente indireta, coro e solista atuam numa espécie de planos independentes, atmosferas conflitantes, ora misturando a dramaturgia sonora das falas entoadas pelo coro com a partitura corporal da solista, ora ocorrendo ações em paralelo, sem, no entanto, haver um “diálogo direto”.

“Calaboca! e Grita” fala dos eternos conflitos humanos, de dominação e tentativa de não submissão, versa sobre o feminino e a busca da expressão e autonomia vivenciais. O elenco conta com Aline Calixto no papel da Soolista (Esperança) e no Coro Cauê Morel, João Pedro Xavier e Thaís Umar. Luciana Zlata faz a percussão ao vivo e opera a luz.

O espetáculo recebeu financiamento do Fomteatro, da Fundac, da Prefeitura Municipal de Campo Grande e apoio do Governo do Estado, através da Fundação de Cultura.

Fonte: Assessoria de Imprensa / Divulgação

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