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Casais deixam berço e medo de lado para colocar bebê na cama

Geral – 17/06/2012 – 13:06

É hora de dormir. Mariana, de cinco meses, se aloja na cama da família. Antes de embalar no sono, ela estica as mãozinhas para tocar a mãe, Simone, que está ao seu alcance. Durante a noite, gosta de fazer carinho no pai.

As mamadas da madrugada acontecem ali mesmo. Não há choro. No quarto ao lado, o berço ficou quase esquecido –virou depósito de fraldas e roupas da menina.

A analista de sistemas Simone Tafinel, 27, só vê vantagens em dormir com a filha. “Ela é calma. Não precisa chorar pra chamar a atenção. Eu também estou mais descansada”, diz. A família vai comprar uma cama maior para garantir o conforto.

O hábito de dormir com os filhos vem ganhando adeptos no Brasil. Os defensores da prática argumentam que, na mesma cama, fica mais fácil amamentar à noite e o sono é mais tranquilo. Dizem também que ajuda a criar vínculos entre mãe e filho.

A maioria dos médicos, porém, é contra. Muitos alertam para o perigo de os pais sufocarem o bebê à noite. “No começo, a mãe fica muito cansada, dorme profundamente e pode amassar a criança sem perceber”, diz a pediatra e psicanalista Miriam Ribeiro Silveira, da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Sandra de Oliveira Campos, professora do departamento de pediatria da Unifesp, concorda e diz que o berço é o mais adequado para a segurança do bebê.

Para a neurocientista Andréia Cristina Mortensen, da Universidade de Medicina Drexel, na Filadélfia (EUA), o risco de o bebê morrer por dormir com os pais é menor do que o que ele corre de sofrer uma morte súbita estando em seu quarto sozinho.

A morte súbita ocorre sem motivo aparente e afeta bebês nos primeiros meses de vida.

O pediatra especializado em neonatologia Carlos Eduardo Corrêa, que indica a prática da cama compartilhada, diz que ela pode não ser segura quando os pais tomam remédios que interferem no sono. Também é importante nunca dormir com o bebê sob efeito de drogas ou álcool.

Outros cuidados são não deixar nenhum vão pelo qual o bebê possa cair, e não dormir com excesso de cobertas.

Além da segurança do bebê, médicos contrários à prática dizem que, depois, pode ficar difícil convencer a criança que dorme com os pais a dormir sozinha. “Quando ela fica grande, fica desconfortável dormir junto e será preciso enfrentar a situação”, diz Sandra Campos, da Unifesp.

O pediatra Carlos Eduardo Corrêa contesta: “estabelecer esse limite depende de muitas outras coisas, inclusive da sua disponibilidade de fazer essa negociação”.

A chefe de cozinha Reila Miranda, 33, diz que sempre ouviu este tipo de argumento, mas mesmo assim resolveu levar a filha Maria, de 11 meses, para dormir com ela.

Fonte: Bol

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