A União Europeia anunciou mudanças nas regras sanitárias para importação de produtos de origem animal e retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados itens ao bloco econômico. A medida acendeu alerta no setor agropecuário nacional, especialmente entre frigoríficos e produtores ligados à cadeia da carne bovina.
A decisão pode gerar impactos diretos em estados com forte participação nas exportações, como Mato Grosso do Sul, onde o agronegócio representa uma das principais bases da economia. Empresários do setor avaliam que as novas exigências europeias podem reduzir mercados e aumentar os custos de adequação sanitária.
Especialistas apontam que a alteração faz parte de uma política mais rígida adotada pela União Europeia em relação à rastreabilidade, sustentabilidade e controle sanitário de produtos importados. A preocupação é que frigoríficos brasileiros percam competitividade diante das novas barreiras comerciais impostas pelo bloco europeu.
Representantes do agronegócio e autoridades brasileiras acompanham as negociações diplomáticas e técnicas para tentar reverter ou minimizar os impactos da decisão. O setor teme prejuízos econômicos e reflexos nas exportações caso as restrições sejam ampliadas nos próximos meses.
Apesar de a União Europeia não representar o principal mercado da carne produzida em Mato Grosso do Sul, o bloco europeu ainda possui participação relevante nas exportações do setor, movimentando milhões de dólares para a economia estadual. Informações do painel da Fiems mostram que países europeus seguem entre os compradores de produtos bovinos sul-mato-grossenses em 2026.
Os Países Baixos aparecem entre os principais destinos, com importações que somam cerca de US$ 10,4 milhões em produtos ligados ao segmento neste ano. Já a Itália adquiriu aproximadamente US$ 7,7 milhões em carnes bovinas congeladas e desossadas produzidas no Estado.
Outros países europeus também mantêm participação nas compras do agronegócio sul-mato-grossense, entre eles a Espanha e a Alemanha, que figuram entre os mercados consumidores de produtos exportados pela cadeia pecuária regional.


