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Faltam recursos para o sanatório de Uberaba, MG

Geral – 16/05/2012 – 16:05

O sanatório de Uberaba, referência para 83 municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, passa por dificudades e necessita de recursos para continuar as atividades. O local tem 120 leitos e faz, em média, 130 internações por mês. No entanto, segundo a direção do hospital, o atendimento pode ficar comprometido nos próximos dias.

O tempo médio de internação no sanatório de Uberaba é de 30 dias. Segundo os médicos, é o prazo mínimo para o paciente sair de uma crise psiquiátrica. A maioria dos internos são homens com idade entre 25 e 40 anos.

A situação do hospital, que é mantido por doações, começou a piorar em dezembro do ano passado, quando a reserva financeira teve de ser usada para adequar o prédio às exigências do Corpo de Bombeiros. “Precisamos do apoio da população para ajudar a manter a instituição”, disse o diretor do sanatório, Márcio Arduini.

De acordo com assistente social da unidade, Reginaldo França Júnior, a falta de estrutura na rede pública para o tratamento da saúde mental leva muitos pacientes a uma nova internação. “Nós atendemos pacientes dos municípios que não os atendem e nem oferecem medicamentos para saúde mental”, explicou.

Depois que recebe alta, a maioria do pacientes depende da rede pública para dar continuidade ao tratamento. De acordo com o o diretor da referência em Saúde Mental da Secretária de Saúde, Sérgio Marçal, a cidade está preparada para atender a demanda. “A rede de Uberaba está estruturada dentro do que prevê o Ministério da Saúde. Nós oferecemos assistência no Centros de Atenção Psicossocial (Caps)”, esclareceu.

Dentro do sanatório, os pacientes dependem, unicamente, do Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor da instituição disse que o repasse diário é de R$ 49,70 por pessoa, mas o valor é insuficiente para a quantidade de gastos. “Recebemos um teto de R$ 200 mil, mas não conseguimos porque as despesas oscilam muito. Tentamos distribuir o recurso para não faltar muito nos setores”, explicou Márcio Arduini.

A dificuldade já chegou à dispensa de alimentos e estão em falta como: feijão, leite e arroz. A nutricionista, Laiane Cristina Alves, tenta equilibrar a dieta para que as dívidas não influenciem no prato do paciente.

De acordo com a nutricionista, toda ajuda é bem vinda. “Precisamos de alimentos não perecíveis como arroz, feijão, óleo e café. São os principais e que pacientes gostam bastante”, contou.

Fonte: G1

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