08/04/2021 08h48
Por: Deyvid Santos
CAMPO GRANDE (MS) – O avanço da pandemia e o colapso da Saúde chegaram até o Exército Militar de Mato Grosso do Sul. Dados obtidos pela reportagem revelam que nesta semana o Hospital Militar da Área de Campo Grande atingiu 157% de superlotação em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19.
Dessa forma, são 31 pacientes hospitalizados em leitos militares de Campo Grande. No entanto, 11 deles são atendidos além da capacidade. O documento atualizado na última terça-feira (6) aponta que existem 20 leitos de UTI no Hospital Militar da Área de Campo Grande. Sendo que destes, 18 são Covid-19 e dois não Covid-19.
Entretanto, 13 desses são emergenciais. Ou seja, são leitos que excedem a estrutura física, pessoas e material para atender a situação de emergência. Então, o relatório explica que estas UTIs foram abertas de forma adaptada em salas de recuperação, anestésica, quartos privativos e leitos de emergência.
Além disto, existem 78% de ocupação em leitos clínicos do Hospital Militar da Capital. Dos 49 leitos existentes, 16 são Covid-19 e 33 não Covid-19. Entretanto, nove dessas instalações são emergenciais.
Então, em leitos clínicos do Exército atendem 38 pessoas. Assim, 11 vagas seguem disponíveis para atender os militares. Apesar das vagas, a situação foi classificada como “colapso iminente” no documento.
Medida cautelar
Para apurar possíveis irregularidades na disponibilização de leitos no Ministério da Defesa, o ministro do TCU, Benjamin Zymler, encaminhou uma medida cautelar para que dados das instalações hospitalares militares sejam divulgados. De acordo com o documento, de 17 de março, havia suspeita de fraude nos Comandos da Aeronáutica, Exército e da Marinha.
As dúvidas são “relacionadas com a não disponibilização ao público civil de leitos disponíveis em unidades militares de saúde durante o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus”.
Assim, os Comandos tiveram cinco dias para iniciar a divulgação do “quantitativo total de leitos clínicos e de UTI, bem como a taxa de ocupação de cada um, e destacando entre ambos aqueles dedicados ao tratamento da Covid-19 e os de atendimento geral”. De acordo com a medida, os dados devem estar disponíveis na internet para acesso livre da população.
Por fim, a reportagem solicitou explicação ou endereço de onde estão publicados os dados. Porém, a comunicação da 9ª Região Militar do Exército Brasileiro, responsável pela instalação hospitalar, ainda não respondeu até a publicação deste material. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Vacinação
Em Mato Grosso do Sul, profissionais da Segurança Pública já começaram a receber a vacina contra a Covid-19 no último sábado (3). No entanto, integrantes do Exército não estão inclusos na lista de vacinação.
Serão imunizados na primeira fase: Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Agepen, Coordenadoria-Geral de Perícias, agentes socioeducadores, que trabalham nas Unei (Unidades Educacionais e Internação), agentes de trânsito do Departamento Estadual de Trânsito e servidores da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).
Informações do site Midiamax



