Estrangeiros são o principal público dos eventos que acontecem na região de Bonito, no sudoeste de Mato Grosso do Sul.
11/03/2021 15h46
Por: Gabrielle Borges
Bonito (MS) – Sucuris gigantes em rios de águas cristalinas de Mato Grosso do Sul podem causar medo em muita gente. Mas, para fotógrafos subaquáticos, esses flagrantes representam, na verdade, a oportunidade de observar e registrar esse animais.
As expedições sempre acontecem no inverno, porque esse é o período de acasalamento da espécie, o que torna mais fácil avistá-las. No entanto, em 2020 essas excursões foram canceladas, por conta da pandemia de Covid-19.
Debaixo d’água ou em solo firme, profissionais estrangeiros e apaixonados pela vida selvagem chegam anualmente ao estado, na região de Bonito, a 300 km de Campo Grande, em busca dos exemplares que chegam a medir 7 metros de comprimento.
Mas, diante da impossibilidade de expedições – o que consequentemente inviabiliza novas imagens desses répteis, o biólogo Daniel De Granville tem viralizado na internet com algumas de suas fotos mais impressionantes.
É ele quem guia os clientes, garantindo tanto a segurança deles quanto a das sucuris, para que elas não se sintam ameaçadas pela presença do homem.
Ainda de acordo com Granville, a difusão das imagens das sucuris vem contribuindo para a desmistificação de que se trata de um animal é perigoso. E as, fotos que mostram tantos detalhes, ajudam no avanço das pesquisas científicas.
Por que no inverno?
O biólogo também explicou por que o inverno é mais favorável:
“Por conta das baixas temperaturas, nessa época, as noites são frias e, durante o dia, as sucuris costumam sair para tomar sol de manhã e aí é o momento que fica mais fácil para fazer os flagrantes”.
Segundo Granville, é preciso paciência antes de encontrar os animais, porque eles são discretos, não costumam fazer barulhos e não deixam rastros.
O biólogo destaca outro ponto: muitos proprietários rurais hoje demonstram orgulho em ter sucuris em suas propriedades.







